Fuga ao mundanal ruído

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Há seres humanos que se isolam porque não conseguem aguentar a dureza de coração e o cinismo da sociedade em que estão inseridos. Isto é um fenómeno universal que pertence a todas as sociedades e civilizações. É compreensível, presentemente vivemos numa sociedade que dá mais valor a um artefacto tecnológico do que à vida de um Ser Humano.

Fuga ao mundanal ruído

Fuga ao mundanal ruído

Esta maneira de agir, de procurar o isolamento voluntário é muito frequente entre poetas, artistas e espíritos sensíveis, ou seja, pessoas com uma vida interior intensa. Sem esta solidão, o Mundo não teria conhecido a arte, a filosofia e a ciência. Estes espíritos que se isolam são os que mais conhecem a realidade do Mundo, não é na taberna entre copos, e nos conventículos políticos onde se fabricam famas artificiais que se aprende alguma coisa, aí reina a hipocrisia , o ódio, a inveja e a traição. Não quero, com tudo isto dizer querido(a) leitor(a) que demos uma prioridade exclusiva ao isolamento, o Homem nasce para a contemplação e para a acção, mas pode preferir mais uma do que outra.

Este estado de ânimo, o isolamento, conduz quase sempre à revolta e ao protesto políticos, por isso, quem se recolhe no sossego e na paz, é considerado perigoso… É preferível o que sofre de verborreia mental.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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