Casteleiro – Vida simples e bonita do meu Povo

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

Nas últimas semanas tenho trazido aqui ao leitor textoszinhos simples que escrevi em 2006. Sempre que posso, volto a estes temas, pois eles mexem muito comigo… mas muito muito.

Aldeia do Casteleiro

Aldeia do Casteleiro

Para abrir a crónica, hoje, escolhi um dos temas que mais me entusiasma: a maneira como o Povo fala, como adapta as palavras e sobretudo… tentar descobrir qual o caminho que cada um desses vocábulos poderá ter percorrido até chegar à linguagem poplular naquela exacta forma… É qe cada palavra que nos parece a nós esquisita acaba por ter um historial e um caminho interessante.
Uma delícia.

1 – Linguagens da aldeia – O valor das palavras

Há palavras e expressões que nos anos 50 têm um significado profundo e subliminar que hoje nem se imagina. Na maior parte dos casos, o regime e a Igreja fizeram bem o seu papel: sedimentaram em cima da ignorância do Povo o significado que quiseram para cada palavra. Um exemplo. A Maçonaria combatia o regime? Então, tudo o que é mação é mau.

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2 – Fim do século XIX na aldeia – Uma campanha eleitoral violenta

Havia duas facções na aldeia como em todo o País, pelos vistos. Os chefes de facção / de partido eram o Calheiros e o Guerra: de um lado, o sr. Calheiros e o filho é que chefiavam o seu partido; do outro, o sr. Manuel José e o ti’ Jaquim Cameira (pai do ti’ António Joaquim Cameira), o qual ti’ Joaquim Cameira era tio-avô da minha mãe (meu tio-bisavô, portanto). A família Calheiros desapareceu toda de repente: a tuberculose não deixou ninguém.

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Jogo da macaca

Jogo da macaca

3 – A aldeia nos anos 50 – Os jogos dos putos

Quando era pequeno, a que jogávamos nós? Ponho-me a olhar para trás. As imagens são muito claras, mas não muito diversificadas. Eis dois ou três exemplos de jogos masculinos: Futebol a loucura. Podia andar seis ou sete horas seguidas a jogar com a malta. Qual comer, qual quê? Sempre a abrir.

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Satisfeito ao ler estas recordações? Também eu – e muito –, como se nota pela leitura…

Uma boa semana para todos nós, caros leitores.

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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