Rentrée política

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

A «rentrée» a que me irei referir nesta minha crónica não tem a ver com a práxis política mas sim com aquilo que os gregos consideravam a forma mais alta de Democracia, de valores e de moral: O bem da comunidade.

Rentrée Política

Rentrée Política

Começou querido(a) leitor(a) do concelho do Sabugal e da Diáspora sabugalense a «corrida» para mais umas eleições autárquicas. Pessoalmente creio, como habitante do Concelho do Sabugal, que o que me deve interessar no vencedor, ou vencedora, não é a sigla politica, mas sim o seu Perfil Humano: ser um(a) escrupuloso(a) defensor(a) da Democracia e da legalidade e ter um alto sentido de serviço público. A partir destes pressupostos ninguém o, ou a, poderá condenar por inércia, incompetência ou falta de Ética.

O que é que o sistema politico/económico neste principio do século XXI pede a ao governante? O que é mais apreciado na sua conduta política? Qual é o perfil preferido pelo cidadão e também pela comunicação social? Vejamos:

1.º A vontade de poder. Ambição ilimitada, utilizando as pessoas como se estas fossem um produto qualquer comprado numa grande superfície, e quando deixam de interessar para os seus fins políticos são pura e simplesmente marginalizados, ou seja, a auto-realização para este tipo de gente é a negação do seu semelhante;

2.º A conduta Ególatra. Esta conduta significa sempre uma perca de valores. Um ególatra a governar, nunca, mas nunca se interessa pelo bem comum, sendo o bem comum, como é lógico, a norma principal de uma sociedade racional e humanamente organizada. Um ególatra apresenta sempre êxitos profissionais e pessoais para se engrandecer politicamente, e a nós cidadãos que nos interessa isso, se esse ególatra só se interessa por ele próprio?

Querido(a) leitor(a), já escrevi em alguns artigos que a política ensinou-me a não olhar para siglas mas sim para a conduta pessoal do Homem ou da Mulher que governam. Isto não significa a marginalização dos partidos políticos, isso era estar contra a própria Democracia, o que eu quero dizer é que os programas dos partidos cada vez se parecem mais uns com os outros, portanto, num meio pequeno como o nosso conseguimos discernir com facilidade «Quem é Quem?».

:: ::
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

Deixar uma resposta