Destino de natureza

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Voltamos a um tema recorrente: o Sabugal como destino turístico. O nosso concelho tem monumentos únicos, paisagens soberbas, praias fluviais acolhedoras, tradições peculiares e uma gastronomia única. É, ademais, uma terra com imenso espaço por explorar, o que lhe cria especiais condições para apostar no chamado Turismo de Natureza.

A Serra da Malcata pode ser um excelente destino de natureza

A Reserva Natural da Serra da Malcata, consagrado espaço da biosfera, confere, por si mesma, potencialidades para um destino de natureza de excelência, face aos atributos geográficos e geológicos de destaque no panorama nacional. Ora isso não está suficientemente aproveitado, pois a serra permite praticar actividades de rio, de floresta e de montanha durante todo o ano. Se a isso juntarmos a observação de aves e de outras espécies, caminhadas, corridas de orientação, BTT, desportos radicais, gastronomia, cultura e património, temos um potencial infindável para explorar.
Só que tal destino, para se tornar viável, exige atenção, promoção e organização.

Esses desideratos poderão alcançar-se organizando jornadas de Turismo e Natureza, onde se fale no Sabugal enquanto terra de aventura e de cultura. A iniciativa, além de discutir as nossas potencialidades, pode convidar à descoberta da região em percursos calmos ou de adrenalina, com uma panóplia de atividades para crianças e adultos, e até para idosos.

O Sabugal pode tornar-se num destino de excelência para a prática de Turismo de Natureza, mas falta iniciativa para que muitos o desfrutem!

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«Contraponto», de Paulo Leitão Batista

PS:
Cabe aqui perguntar o que é feito da Carta Europeia de Turismo Sustentável da Malcata, a muito propalada CETS Malcata (depois, ao que parece, transformada em CETS Terras do Lince), que seria, em 2016, a grande aposta do município no aproveitamento da Serra como espaço de biodiversidade? – voltaremos ao assunto.

6 Responses to Destino de natureza

  1. Felismina Amélia Martins diz:

    Compete ao Presidente da Cãmara e aos presidentes das diversas Freguesias fazer valer as promessas governamentais. Quem ocupa esses lugares sabe que vais para servir e fazer valer tudo o que tem de melhor ao seu alcance, quando não puder sozinho , grite por socorro que alguém está disposto a ajudar,Tudo tem um principio. Não sei muito mas estarei sempre disponivel para ajudar a elevar a minha freguesia e o meu Concelho.

  2. António Martins diz:

    comungo desta visão e perspectiva do Paulo Batista e partilho link para curto video sobre uma das belezas naturais do nosso território: https://www.facebook.com/ArNaSerradaMalcata/videos/526302821507260/?t=11

    • António Martins diz:

      Para reforçar esta reflexão partilho o comentário/post sobre o video:

      Caminhando cerca de 7 kms nas margens do rio, para montante, no sentido da nascente do Côa, entre as aldeias de Vale de Espinho e FóIos, encontramos cerca de 20 cascatas, resultantes das açudes construídas no rio.

      Um percurso cheio de sons e beleza rara num rio que é parte integrante de uma reserva natural!

      Falta demarcar este triiho e limpar alguns metros de mato nas margens para converter este sitio num polo turistico!

      Num país onde impera a demarcação de trilhos complementados com a construção de passadiços que tornam os rios e natureza envolvente facilmente acessiveis e visitáveis a todos, custa a aceitar porque ainda não foi aproveitada esta fonte de riqueza e beleza natural do nosso concelho.

      Algumas regiões de Portugal têm passadiços de 500 metros, outros têm de 5Kms, outros de 8 kms e com este investimento conseguiram converter as suas regiões em polos de atracção nacional e internacional.

      Logo após a construção dos passadiços/trilhos desenvolveram a sua economia local (Turismo hoteleiro, comercio e restauração) na ordem dos 300%, ao ponto de ter que se limitar e cobrar os acessos para a sua visita.

      Os passadiços e a procura de recursos naturais cada vez mais se tornaram atracções e um dos maiores motores ou alavancas do desenvolvimento local em territórios pouco ou nada conhecidos!

      As populações procuram muito os circuitos e a proximidade da agua! Por isso está o litoral sobrelotado e o interior convertido num deserto demografico!

      Não temos mar nem somos litoral, mas temos um rio e seu leito!

      Temos um rio, praias fluviais, albufeiras e açudes de enorme atractividade natural!

      Nós temos um rio que atravessa, percorre aproximadamente 70 kms do nosso concelho, de uma beleza extraordinária, unica e que muito poucos conhecem o seu fabuloso leito, inacessivel pela dificuldade que existe em trilhar/caminhar sempre ao longo das suas margens.

      As margens (até ± 10 a 15 metros) e leitos de rio são publicas e pertence a sua gestão e aproveitamento aos municipios e poder local, logo só pode ser este a investir naquele recurso natural, para criar procura e consequentemente desenvolvimento da economia.

      Numa altura em que tanto se pretende trazer gente ao interior, esta é uma das melhores formas de o fazer.

      Não procuremos nem esperemos que venha de fora, o que já temos cá dentro! Arranjemos formas de o mostrar ao mundo e às gentes e estes por sua vez háo-de vir até nós.

      Temos a firme convicção que esta é uma das nossas maiores riquezas patrimoniais do concelho do Sabugal!

      Se não é possivel construir 50 kms de trilho/passadiço, então que se façam 1000 metros de trilho/passadiço por cada ano e ao fim de 10 anos temos 10 kms de beleza acessivel.

      Não tem que ser tudo em construção de madeira, pode ser em areão/brita decalcada ou até terra batida. O que importa é criar também algum atractivo que nos diferencie, como construir algumas pontes de madeira ou outras (pontes de corda, lianas de tarzan, slides sobre as açudes, arborismo,etc), que permitam atravessar de uma margem para outra, em alguns sitios de maior encanto, como são as quedas de agua nas açudes.

      Se juntarmos a este maravilhoso Rio, a grandiosa albufeira/barragem do Sabugal (que espera lamentavelmente há 19 anos por dinamização), as 7 praias fluviais paradisiacas já existentes e outras a criar em todas as freguesias banhadas pelo rio, a Reserva Natural da Malcata, os bosques e florestas de carvalho negral (da Rede Natura 2000), os barrocos e a diversicada geologia (ainda por referenciar), das cinco serras envolventes do concelho (Mesas, Homem de Pedra, Malcata, Penha e S. Cornélio), os 5 castelos, as cinco pontes medievo-romanas, as canadas dos campos agricolas (património rustico/rural exclusivo de algumas aldeias do concelho pouco ou nada divulgado), a aldeia museu de Sortelha.

      A juntar a estes ingredientes e patrimonio material, temos a a nossa gastronomia (bucho e enchidos raianos) e as nossas maravilhosas carnes de produção local (borrego, cabrito, vitela das terras frias e pastos frondosos) e por fim o nosso patrimonio cultural imaterial – Capeia Arraiana, que já faz parte do Inventário Nacional.

      O leito do rio Côa banha 13 das 30 freguesias do concelho do Sabugal, o qual pode ser visto e vivido como um elemento natural unificador do nosso dividido e diversificado territorio e dos povos existentes nas suas margens!

      Somos um território dividido e diferente no relevo, fisionomia geografica e climatica, assim como nos habitos, culturas e tradições dos povos das duas margens, que nos torna mais ricos na diversidade, mas unidos no aproveitamento da beleza e de tudo aquilo que este Rio nos pode trazer…

      Gente de visita ao nosso território!

      Fixar naturais!

      Ou trazer outros da nossa diáspora de regresso às nossas raízes !

      Tudo isto para vos dizer que…

      Caso tenham um espirito de aventureiro é muito fácil de desfrutar deste espaço que vemos neste pequeno filme. Que constitui apenas uma breve amostra do imenso potencial natural que existe ao longo do percurso do rio Côa.

      Mas para quem não está tão habituado a estas andanças, fica mais inacessível, mas vale bem todo o esforço.

      Ou em ultimo recurso, resta-lhe esperar ou insistir, divulgando este apelo, para que que o nosso municipio assuma as suas responsabilidades, meta mãos à obra e devolva o rio ao seu povo e crie condições para o apresentar e divulgar ao país e ao mundo!

      Enfim,,, Atrevam-se a Explorar um Rio que é uma Reserva Natural !!!

      Sai-se de lá de Alma Purificada!

      Não fosse este um Rio, de seu nome, Côa!!!!

      #RioCôa_A_Nossa_Alma

      #RioCôa_ReservaNaturalDaSerraDaMalcata #ArNaSerra #RNSM

      • José Antunes Fino diz:

        Não se compreende o atavismo, a incúria e, quiçá, a passividade com que as autoridades autárquicas desperdiçam tanta riqueza que, se devidamente aproveitada, reverteria para o bem estar das populações raianas. Se o concelho do Sabugal já é um dos mais pobres do país, mais pobre ficará com este desperdício. Triste destino, o nosso!

  3. António Emídio diz:

    Amigo Leitão:

    Deixa-me dizer-te o que penso sobre o turismo de Natureza: em primeiro lugar, como o próprio nome diz, o turismo tem de estar centrado principalmente na Natureza e na aventura, que é a descoberta da Natureza, não poderá ser nunca um turismo comercial por mais benefícios que traga, a Natureza não pode ser destruída em nome do lucro.

    Digo isto, porque vou ouvindo de vez em quando que há umas tentativas para se – ganharem milhões – feitas por uns «empreendedores», e a conversa é sempre a mesma todos ganhamos! E a única que perde será só a Natureza? Claro que não! Perdemos todos nós.

    Um abraço do António

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