Soltem-se as convicções

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Quem comtemple um lugar ou uma paisagem poderá colher perceções capazes despertar e instigar o que tem dentro de si. Será, depois, possível implementar a divulgação.

Porque redijo com base na observação

Desta forma, tento explicar o motivo pelo qual redijo, amiúde, com base na observação.

Retratando, fica-me a sensação de abrir horizontes e de propor caminhos pelos quais, o estimado leitor poderá vir a aventurar-se, extraindo, da leitura, propostas e ensejos.

Vou, pois, seguindo em caminhos de palavras, contando ou falando de encantos algo escondidos, clarificando o que eles significam para mim, temperando tudo com a minha própria visão das coisas, porventura, algo poética.

A meu jeito vou vestindo os meus dizeres com testemunhos e vou-me atrevendo a sugerir gostos.

Quantas maravilhas não se escondem porque, nunca, ninguém lhes abriu visibilidades? Quantos encantos não seriam fomentados se fossem conhecidos?

Eis, então, patenteada a razão que mais tonifica o meu especial gosto por, destarte, dissertar.

Logo, e porque a vida se não embarga confesso que o meu ciclo de descrição se inicia perfilhando remoinhos de pensamentos porque são eles que, no intelecto, geram ideias.

Soltam-se-me, em seguida, convicções pelas janelas da mente partindo em pesquisas e observações.

Quem contempla propicia reentradas no entendimento que o pensar processará.

E é nesta mutação que julgo abrolharem as narrativas mais promotoras do presente esperando, eu, que a posteridade lhes perceba alguma utilidade.

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«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

One Response to Soltem-se as convicções

  1. António Emídio diz:

    Amigo Capêlo :

    O dia que tu perderes a tua visão poética ( o que eu duvido que aconteça ) passarás a vêr o Mundo a Preto e Branco.

    A posteridade é um júri que só premeia o Bom, o Belo e o Verdadeiro, que é o que se lê naquilo que tu escreves.

    Um abraço do Nabais

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