Etnocentrismo

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

A história dos povos colonizadores, como Portugal, é um rosário das piores injustiças, uma série dos piores abusos sobre os Direitos do Homem e a crueldade da escravatura e do racismo.

Armada de Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil

Armada de Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil

O que é o Brasil actual com as suas injustiças sociais, racismo e crime, senão uma fotocópia a cores da nossa passagem por aquela terra durante 322 anos?

1500 e 1822 estas são as datas do descobrimento e da independência do Brasil, que estavam nos compêndios de história quando eu era estudante. A primeira coisa que os portugueses de então fizeram foi colonizar o Brasil, extrair as principais matérias primas, escravizando primeiramente os índios brasileiros e depois os negros trazidos à força do continente africano e, consta que em pleno século XXI existe escravatura no Brasil…

E nós portugueses, até 1974 usámos a abusámos dos povos africanos que estiveram debaixo do nosso poder colonial. Racismo em Portugal no século XXI? Claro que existe! Só que a pequena dimensão do País, a mesma religião e língua dos africanos das ex-colónias, e uma luta travada a favor do pluralismo e interculturalismo por vários governos desde o 25 de Abril de 1974, tem colmatado e controlado esse racismo, mas ele está latente.

A nossa ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, teve estas palavras na Assembleia da República: «A maior expressão de preconceito racial consiste na negação deste preconceito.» É uma resposta a um tipo de arrogância etnocêntrica de muitos europeus e não só, que se consideram superiores aos outros povos.

Alguns teóricos dos racismo estão presentemente a cobrir-se de ridículo. A História caminha até à mistura das raças, e a orgulhosa raça branca passará a ser uma minoria, no meio de minorias e maiorias.

:: ::
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

2 Responses to Etnocentrismo

  1. António Emídio diz:

    A palavra Aporofobia também tem a ver com o racismo e significa – Rechaço ao Pobre – dizendo-nos a sua autora Adela Cortina, catedrática espanhola, que o racismo tem mais a ver com a pobreza do que com a côr da pele. Tem uma certa razão a senhora. Não inclui no artigo este grande pormenor porque nem tudo lembra !

    António Emídio

  2. António Alves Fernandes diz:

    Há situações e factos históricos que não são comparáveis.É preciso olhar para e nos tempos. Hoje não há escravatura, não há colonização, falta de direitos humanos?

Deixar uma resposta