As regências de Portugal

A regência é o governo temporário quando há impedimento de um monarca, ou porque seja demasiado jovem, esteja ausente ou incapacitado, ou haja interregno. Em Portugal a história registou pelo menos dez regências individuais ou colectivas.

D. João, príncipe do Brasil, foi regente durante 24 anos, até se tornar rei D. João VI

A do infante Afonso, conde de Bolonha, segundo filho de D. Afonso II, na incapacidade de D. Sancho II, de 1245 a 1248.

A da rainha D. Leonor Telles, e depois do Mestre de Avis, no interregno pela morte de D. Fernando I, de 1383 a 1385.

A da rainha Leonor, viúva de D. Duarte I, e depois do infante Pedro, duque de Coimbra, na menoridade de D. Afonso V, de 1438 a 1446.

A da rainha D. Catarina, viúva de D. João III, e depois do infante-cardeal D. Henrique, na menoridade de D. Sebastião, desde 1557 até à maioridade do rei.

A dos cinco governadores do reino, nomeados pelo cardeal-rei para depois da sua morte determinarem o sucessor. Durou de Fevereiro a Julho de 1580, terminando com a declaração de Filipe II de Castela como rei de Portugal.

A de D. João, príncipe do Brasil, desde a doença mental da sua mãe, a rainha Maria I (em 1792, até à sua morte e aclamação como rei D. João VI, em 1816).

A da infanta Isabel Maria, juntamente com o cardeal patriarca de Lisboa, duque do Cadaval, marquês da Valada e conde dos Arcos, desde o falecimento de D. João VI até à chegada de Miguel de Bragança – de 1826 a 1828.

A de Miguel de Bragança, durante a menoridade de D. Maria II, em 1828.

A da ilha Terceira, composta pelo marquês de Palmela, conde de Vila Flor e António José Guerreiro, de 1828 a 1831.

A de D. Fernando, viúvo da rainha D. Maria II, na menoridade de D. Pedro V – de 1853 a 1855.
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Paulo Leitão Batista, «Histórias de Almanaque»

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