Não há palavras!

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Há momentos que não cabem nas palavras e determinam instantes que brotam no fluir do tempo fazendo verter indefiníveis emoções.

Faltam as palavras e só o sentir pode ser lido

Há olhares cujo brilho se aviva até ao cerrar das pálpebras, mas quando a visão se apaga leva tudo e deixa tudo.

Sobram estados de alma que se tornarão eternos enquanto houver quem os sofra.
Impõe-se a vida a quem viver. Seguirá pontuada, paragrafada, enfim, a cada ápice diversa e diferente mas, todavia, impreterível.

Sobrevirão, certamente, mais textos, magoados ou felizes, banais ou profundos mas todos a traçar novos instantes que nascem uns dos outros sem que alguém lhes adivinhe conteúdos. São esses novos momentos que garantem a imprevisibilidade da vida.

E, sim, insistirão os textos, tão só, contando o que forem capazes de contar porque, ás vezes, faltam as palavras e só o sentir pode ser lido.
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«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

3 Responses to Não há palavras!

  1. António Emídio diz:

    Amigo Capelo :

    (…)ás vezes, faltam as palavras e só o sentir pode ser lido.

    A verdade é sempre a verdade, e esta passagem do teu artigo é a pura verdade.

    António Emídio

  2. Rui diz:

    Nossos sentimentos! E estamos juntos, sempre. Família é para se apoiar e dar apoio. Abraços de força.

  3. João Duarte diz:

    Os meus sentidos pêsames, caro Capelo

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