Voltemos aos excluídos

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

A evolução histórica contribuiu para corrigir as formas mais primitivas de imoralidade que o Homem praticou, mas não as anulou, por isso, hoje nas nossas sociedades encontramos os mesmos e parecidos defeitos existentes nas sociedades pré-modernas. Em Portugal continuamos com alguns vícios trazidos de antes do 25 de Abril de 1974, ou seja, do Estado Novo.

Os excluídos

Os excluídos

Querido(a) leitor(a), se por acaso leu o meu artigo intitulado – Os Excluídos – não vai ser preciso preâmbulo, se não leu é só procurar. O que está por detrás desse procedimento mórbido de humilhar os outros, tratando-os como atrasados mentais? Sinceramente não sei nem compreendo este comportamento, será algum ressentimento? Sadismo? Ou será primitivismo mental? Eu sei que esta sociedade competitiva em que estamos inseridos está a conduzir a uma insensibilidade nas relações inter-pessoais e sociais, mas um dos valores da Democracia que forçosamente os eleitos devem conhecer e aplicar obrigatoriamente é o respeito pela Dignidade do Ser Humano.

Então esta maldade toda, creio eu, tem lugar quando a relação se baseia no posso, quero e mando, e no narcisismo de quem tem o poder. Será uma afirmação de personalidade própria, negando a dos outros?

É uma realidade! Uma pessoa que não traga algum benefício a um «político», deixa automaticamente de existir para ser uma coisa entre outras coisas.

Querido(a) leitor(a), a vida actual não convida a pensar, por isso entramos muitas vezes naquela discussão política da pedra da calçada que deveria ser redonda em vez de quadrada e que leva a discussões acaloradas e estéreis, ao que é relevante quase ninguém liga. Termino dizendo que a Liberdade não é somente a ausência de grades diante de um cidadão.

Crónica com o título «Os Excluídos»… (Aqui.)

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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