A bancarrota moral do Capitalismo

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

O Papa Francisco, depois de reunir com o prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz, marcou um encontro mundial de economistas e jovens a realizar na cidade de Assis em Março de 2020. O Papa pretende promover um sistema económico sustentável e humano.

O Papa Francisco reuniu com o prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz

O Papa Francisco reuniu com o prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz

A luta contra o Capitalismo Selvagem começa a desenhar-se dentro do seu próprio seio. Um magnata americano ligado à banca a nível mundial, disse o seguinte referindo-se a este tipo de Capitalismo: «Sou capitalista e até eu penso que o capitalismo está destroçado (…) se o capitalismo não se modifica vai desaparecer.»

Magnatas da indústria e grandes empresários querem-no modificar, ou até substituir, parecem Marxistas! Mas não só eles, os próprios americanos, principalmente os jovens entre os 18 e 30 anos que tinham uma opinião favorável do Capitalismo Desregulado caiu em 2010 de 65% para 47% e nos dias de hoje uma grande percentagem tem uma opinião positiva do Socialismo Democrático, um fenómeno novo nos Estados Unidos.

Quem ainda não viu que este Capitalismo Selvagem e Desregulado está a condenar milhões de pessoas à pobreza e a conseguir escandalosas riquezas para uma pequena elite? É urgente que esta desigualdade seja reduzida drasticamente entre pessoas, nações e regiões, sim, entre regiões nos próprios países! A Alemanha, um dos países líderes do Capitalismo Selvagem destruiu o seu interior, as suas zonas rurais, obrigando os jovens a deslocarem-se para as grandes cidades, onde se concentram as grandes industrias, empresas e o sector de serviços.

Já agora, querido(a) leitor(a) do Concelho do Sabugal e da sua Diáspora, o nosso Concelho só irá ter um certo desenvolvimento económico e verdadeiras empresas, como já teve! E laboraram anos a fio… Com um tipo de economia diferente, solidária, respeitadora dos Direitos Humanos, sem a «idolatria do dinheiro» e sem uma concorrência selvagem, porque este tipo de concorrência só dá origem a toda a espécie de irregularidades.

Esperemos que o Papa, os economistas e os jovens quando se reunirem em Assis, procurem uma economia diferente que dê vida em vez de morte, que humanize e não desumanize.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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