Crónicas de interregno – Da saúde

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Este período eleitoral em que, infelizmente, já vivemos, dá azo a tudo e mais alguma coisa… E vamos assistir a um fenómeno que, não sendo novo, está a ganhar contornos que me assustam.

Beijo sem Fim - Sortelha - 28 a 30 de Julho

Beijo sem Fim – Sortelha – 28 a 30 de Junho

Falo de movimentos e organização que, não sendo partidos políticos, ganham voz e parecem ter capacidade para enviesar o sentido de voto dos portugueses.

E a Saúde é hoje um dos campos mais minados, e onde parece valer tudo.

São os abaixo-assinados; são os sindicatos; são as ordens profissionais; são as comissões de utentes; são os autoproclamados especialistas; são os herdeiros disto e daquilo; tudo e todos são sábios nas questões da saúde e tudo e todos puxam a brasa à sua sardinha, que, verdadeiramente nem sei que sardinha é.

O cúmulo para mim passou-se na semana passada com o Hospital da Guarda e o adiamento de uma cirurgia por falta de material.

«Aqui d’el Rei» berrou de imediato a Ordem dos Médicos. Os administradores do Hospital devem ser uns malandros que não compram o material necessário, ou então é o Centeno que não dá o dinheiro.

Paremos só um pouco para pensar. Para que serve a Ordem dos Médicos? E quem são os administradores? Pois é, a Administração tem 6 membros, dos quais 3 são médicos e 1 é enfermeiro.
Mas a Ordem já nem defende os seus membros?

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ps1. É já este fim-de-semana que decorre em Sortelha o evento «Beijo sem Fim», com base numa antiga lenda que envolve a filha do Alcaide de Sortelha e um príncipe mouro, e que é perpetuada pelas Pedras do Beijo Eterno. Um evento a não perder para todos os que ali se possam deslocar.

ps2. Jorge Martins, historiador e grande estudioso da história judaica em Portugal e, em especial, no nosso Concelho, apresenta dia 29, sábado, na sede da Junta de Freguesia do sabugal e Aldeia de Santo António, o seu novo livro «A Confitente» muito centrado no Sabugal. Uma apresentação a não perder.

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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