As batalhas da guerra franco-prussiana

A sanguinolenta guerra que opôs a França à Prússia em 1870, ficou marcada por grandes e duras batalhas, que fizeram história pela mortalidade que causaram e pela respeitabilidade que impuseram aos dois monarcas na hora da capitulação.

Avanço prussiano na batalha de Gravelotte

A 26 de Julho deu-se o Combate de Niederbromn, em que o general Bernis, derrotou uma avançada da temida cavalaria de Baden, comandada pelo conde Zeppelin, o qual foi o único que conseguiu escapar.

A 2 de Agosto houve o Combate de Sarrebruck, com a vitória do general Frossard. Foi neste combate que se ensaiou o uso das metralhadoras.

No dia 4 de Agosto deu-se a Batalha de Wissemburgo, em que as tropas francesas sofreram a sua primeira derrota e os alemães entraram na Alcácia. Deu-se a morte do general francês Douay e os turcos, que lutavam pela França, deixaram-se matar antes de obedecerem ao toque de retirada.

No dia 6 de Agosto deu-se a Batalha de Reischehoffen (ou de Woerth), com a derrota francesa que ali teve 12 mil baixas.

No dia 12 de Agosto deu-se a Batalha de Gravellote, em que a artilharia prussiana incendiou os bosques por onde o exército francês passava. A batalha envolveu 120 mil soldados e gerou 40 mil mortos. Com a derrota, os franceses deixaram aberto o caminho para Paris.

Em 18 de Agosto deu-se a Batalha de Saint Privat, onde os alemães, comandados pelo próprio rei da Prússia, voltaram a vencer os franceses, que, contudo, retiraram em boa ordem.

A 31 de Agosto deu-se o Combate de Remilly, que teve a particularidade de ser travado apenas entre as artilharias dos dois exércitos. Mais uma vez os prussianos levaram vantagem e entram na cidade de Bazeilles, que devastaram matando dois mil habitantes.

A 1 de Setembro deu-se a Batalha de Sedan, cidade em que os franceses se haviam concentrado. Bastou uma hora para que os franceses fossem desbaratados, e a cidade incendiada pelos obuses prussianos.

Napoleão III, antevendo a derrota total, escreveu ao rei da Prússia: «Não podendo morrer no meio das minhas tropas, deponho a minha espada na mão de Vossa Majestade».

O Rei Guilherme respondeu-lhe: «Aceito a espada de Vossa Majestade, e peço-lhe a bondade de nomear um dos seus oficiais para tratar da capitulação do exército que tão valentemente se tem batido».
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Paulo Leitão Batista, «Histórias de Almanaque»

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