A importância da sustentabilidade

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Não há programa que não fale em desenvolvimento sustentável. Mas importa saber o que é a sustentabilidade e como ela deve ser encarada ao nível local ou regional. Num concelho como o do Sabugal, a sustentabilidade é relevante para o seu futuro.

Educação para a sustentabilidade

O desenvolvimento sustentável é um conceito associado à necessidade de um território incorporar e articular o crescimento económico com a preocupação com o ambiente. Ou seja, aumentar a produção e a riqueza de modo a satisfazer as necessidades presentes, mas sem comprometer as gerações futuras. Sendo assim, é imprescindível dispor dos recursos naturais, preservando o ambiente.

Esse conceito tem-se desenvolvido aos níveis local e regional, e são já inúmeros os projectos e os movimentos que reclamam o desenvolvimento sustentável dos territórios.

Tomemos por exemplo o trabalho da OesteSustentável – Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste. Falamos de uma região próxima de Lisboa, mais concretamente na zona de Torres Vedras. Trata-se de uma associação de direito privado sem fins lucrativos, que tem como missão a promoção de acções integradas que contribuam para uma maior eficiência energética, para o uso racional da energia, bem como o aproveitamento e promoção da utilização de recursos renováveis. A ideia é desenvolver projectos que contribuam para a sustentabilidade, englobando autarquias, empresas e outras entidades da região.

O Sabugal precisa de uma agência de sustentabilidade?

Talvez não seja preciso criar mais um organismo, cuja estrutura exige formalismos legais e afectação de meios. Mas, mesmo evitando criar essa estrutura formal, o concelho do Sabugal precisa de enfrentar a questão da sua sustentabilidade, desenvolvendo e apoiando projectos que vão nesse sentido.

Dentro desse enquadramento seria bom começar por se estudar a sustentabilidade da própria Câmara Municipal (avaliar o seu desempenho) e depois a do território em que se insere.

É importante apostar em projectos ligados à eficiência energética, ao uso dos recursos renováveis e à preservação do ambiente. Também é relevante apostar num sistema de mobilidade sustentável e na chamada educação criativa para a sustentabilidade, envolvendo neste quadro essencialmente os jovens do concelho.
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«Contraponto», de Paulo Leitão Batista

3 Responses to A importância da sustentabilidade

  1. Luis Pereira diz:

    Estimado Paulo Batista, permita-me reforçar o texto que resumidamente traça o trajeto de Desenvolvimento a seguir. Num concelho que sofre de interioridade e de desertificação humana os projetos de grandes indústrias (no sentido de número de trabalhadores) e de grandes áreas comerciais são impensáveis. No modelo do Desenvolvimento Sustentável o Sabugal tem vantagens comparativas, a qualidade ambiental é em quase todos os aspetos excecional. Realmente falta algum empenho e trabalho da Câmara e das Juntas no que toca ao tratamento de resíduos (muitos focos de sucatas e entulho) e limpeza dos cursos de água e suas margens. Mas também falta alguma educação ambiental, pois muita gente ligada ao trabalho agrícola espalha plásticos e lixo de vária ordem que sujam a paisagem e não dão qualidade à terra. GRANDE ABRAÇO

    • leitaobatista diz:

      Caro Luís Pereira
      Obrigado pelo seu oportuno contributo.
      Concordo que há muito a fazer em matéria de desenvolvimento sustentável.
      Aliás, o Professor José Pires Manso, da UBI, elaborou um artigo de fundo sobre o papel da ENERAREA – Agência
      Regional de Energia e Ambiente do Interior que serve o Sabugal e as Beiras e Serra da Estrela.
      Essa iniciativa apresenta um vasto conjunto de projectos e acções amigas do ambiente que é premente implementar.
      Esse artigo será em breve publicado no Capeia Arraiana
      paulo leitão batista

  2. Luís Pereira diz:

    Prezado Paulo Batista,

    li com atenção o artigo do Professor José Pires Manso, do qual retirei alguns ensinamentos.
    O professor disserta essencialmente sobre questões de energia e as várias tecnologias que podem ser dedicadas à sustentabilidade ambiental. Certamente que o estudo do Professor contemplará outras vertentes, nomeadamente a educação ambiental e as escolhas sobre os modelos de desenvolvimento. Na minha perspectiva o querer das populações deve ser respeitado, contudo esse querer deve ser minimamente fundamentado e adoptado face a algum conhecimento (educação). Fico confuso quando alguém opta pelo desenvolvimento sustentável e depois aceita e/ou promova ralis, raids e outras actividades motorizadas (férteis em ruído, consumos extra de combustível e devastação ambiental) e incentive encerros em veículos motorizados (ferindo gratuitamente o ecossistema). Julgo que a todos é dado o direito de escolher e eu não tenho a pretensão de dizer qual o modelo a seguir, contudo, ao jeito do ditado popular julgo que não se pode querer chuva na eira e sol no nabal…

    Abraço

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