O espírito suicida dos soldados japoneses

No decurso da Segunda Guerra Mundial, uma força norte-americana conquistou da ilha de Saipan, no Oceano Pacífico, no dia 7 de Julho de 1944, deparando-se com uma determinada resistência dos defensores japoneses, que, no limite, não aceitando a derrota, preferiam suicidar-se.

Soldados japoneses em carga banzai

Quando esperavam a rendição dos 4300 soldados japoneses que restavam na defesa do último reduto, os americanos deram-se conta que os mesmos avançaram em bloco, numa carga «banzai», ou seja, suicida. O choque foi tremendo e, na luta corpo-a-corpo, quase todos os japoneses morreram, sofrendo os americanos apenas 406 baixas.

Alguns, poucos, dos sobreviventes japoneses entraram no mar e alcançaram a nado os bancos de coral que rodeiam a ilha. Os americanos foram-lhe no encalço com uma pequena força naval, tentando persuadi-los a renderem-se, mas estes ripostavam sempre, preferindo morrer a ficar cativos. Num dos corais os americanos observaram um oficial japonês que, bramindo a espada, decapitava os seus soldados e depois tentou suicidar-se a tiro, sendo, antes de o conseguir, alvejado pelos americanos que o feriam e aprisionaram.

Mas não ficaram por aqui as surpresas. Quando a força vencedora percorreu a ilha não encontrou um único japonês sobrevivente. Entre os mortos estavam dois generais que se haviam suicidado para não caírem nas mãos do inimigo. O general Saito cortara as veias com a espada e o almirante Nagumo (que comandara o ataque contra Pearl Harbour) suicidara-se com um tiro na cabeça.

Situações desta aconteceram em toda a guerra, que se juntaram aos «Kamikaze», nome atribuído aos pilotos de aviões japoneses que, carregando explosivos, faziam ataques suicidas contra os navios aliados. Ao todo, mais de dois mil pilotos suicidaram-se em ataques deste tipo.
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«Histórias de Almanaque», por Paulo Leitão Batista

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