A Imoralidade da moderna economia

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Bruxelas aplicou uma multa de 1.000 milhões de euros a cinco bancos por uma série de vigarices que punham em causa a economia e os consumidores europeus, noticia vinda na comunicação social.

The Godfather (O Padrinho). Filme mítico realizado por Francis Ford Coppola - Capeia Arraiana

The Godfather (O Padrinho). Filme mítico realizado por Francis Ford Coppola

Este afã de ter cada vez mais lucro não está intrínseco no Homem, é um produto histórico e ideológico. O Homem não tem, nem nasceu com nenhum instinto económico, basta repararmos que nem todos os homens possuem aquela obsessão de acumular muita riqueza! Sempre houve ao longo da História actividades relacionadas com a economia, mas estas actividades não eram consideradas uma ciência económica. Até meados do século XVIII a economia era um simples ramo das ciências morais e politicas, era um meio que se destinava a fomentar a prosperidade e o bem estar comum.

Mas o espírito burguês depressa se apoderou da alma humana, o próprio Adam Smith que foi considerado o pai do Liberalismo Económico disse o seguinte: «Nenhuma sociedade pode ser próspera e feliz quando a parte mais numerosa dos seus membros são pobres e miseráveis.»

Ninguém conseguiu parar esse desenfreado efeito de lucro! Até que chegamos aos dias de hoje, ao Capitalismo Selvagem, ao Neoliberalismo. A imensa força que esta economia de casino conseguiu acumular, transformou-se numa máquina infernal que impõe os seus interesses a toda a sociedade, e os primeiros a prostrarem-se diante dela foram governantes sem escrúpulos, principalmente os conservadores. Tudo isto é um fenómeno sem precedentes na História da Humanidade, as consequências são terríveis, vão desde a destruição do Meio Ambiente, à criação de pobreza não só nos países do Terceiro Mundo, mas também na periferia das grandes cidades do Ocidente.

Pegando agora nas palavras de Francisco Louçã que escreveu no semanário Expresso, são um exemplo do que acabo de escrever: «Nos EUA, seis Waltons e dois Kochs, possuem tanta riqueza quanto 44 por cento da população. Os Waltons têm cerca de 150 mil milhões de dólares, o PIB de um país desenvolvido de dimensão média – (…) os Kochs são os grandes financiadores da extrema-direita no país (…).»

:: ::
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

Deixar uma resposta