A falta de unidades hoteleiras

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

A escassez de unidades hoteleiras no concelho do Sabugal para fazer face a um afluxo anormal de turistas ou para suporte a eventos especialmente atractivos, tem que se resolver pelo mercado, numa resposta à procura, e não por deliberação administrativa do Município.

Residencial Robalo – uma das poucas unidades hoteleiras do concelho do Sabugal

A falta de uma unidade hoteleira de qualidade e de alguma dimensão é tida como uma lacuna do concelho. Estamos de acordo, mas é preciso saber as razões pelas quais essa unidade não existe. Sem mercado que a sustente, como é possível construí-la? Que empresário do ramo hoteleiro, se arrisca a construir um empreendimento, sem ver que o mercado tem resposta para o seu projecto?

Isto vem a propósito da pretensão da Câmara Municipal de criar um centro náutico na Albufeira do Sabugal, que inclua uma pista de alto rendimento para canoagem e vela. Há quem diga que só se pode avançar se houver unidade hoteleira.

Por essa perspectiva, podemos esperar para sempre. Aliás, foi por essa visão redutora, até agora dominante, que o concelho de atrasou – porventura irremediavelmente.

A construção do centro náutico, a par de outros projectos com atractividade, é que será a mola percutora da ocupação das unidades hoteleiras existentes e do possível investimento noutras que satisfaçam uma procura crescente das nossas terras dos que queiram aproveitar as nossas potencialidades.
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«Contraponto», de Paulo Leitão Batista

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