Economia de casino

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Noutros tempos, tempos pré-revolucionários, o Statos Quo estava ameaçado pelos mais humildes, pelos pobres e pelos Sans-culottes. Hoje, é ao contrário, todos estamos ameaçados pelos detentores do poder económico e pelos governantes que os servem.

Economia de casino - Capeia Arraiana

Economia de casino

A senhora Christine Lagarde que é a gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) falou numa das suas palestras no «precário momento global da economia mundial» o que significa que vivemos numa crise económica a nível mundial, e se é precária tende ir a pior mais dia menos dia. Mas ninguém se impõe para regular o Capital Financeiro Global? Ou irá continuar com uma total ausência de normas e leis? Mas os governos dos países da União Europeia, entre eles Portugal, tudo fizeram para impor os custos da crise causada pelo falência de um Banco americano, às classes populares e médias, quem não se lembra da austeridade (que ainda continua) imposta pela Troika, e do Arquiconservador Cavaco Silva dizer que tinha rezado à Virgem de Fátima para que essa tal Troika tivesse piedade de nós portugueses?!?! Isto em pleno século XXI e debaixo de um regime democrático.

Acabou a era do Capitalismo regulado, o que se segue? O que estamos a ver, o Capitalismo selvagem desregulado, o salve-se quem puder. Olhemos agora para a História: O que aconteceu ao comunismo da U.R.S.S. e dos países de Leste seus satélites? Desapareceu pura e simplesmente porque queria construir uma economia sem mercado e totalmente à margem da iniciativa privada, não a autorizando. Querido(a) leitor(a), os extremos tocam-se, e eu creio firmemente que a este Capitalismo selvagem lhe irá acontecer o mesmo.

As Democracias não podem permitir que dentro delas e economia seja uma mesa de casino onde meia dúzia de Oligarcas jogam com o dinheiro de nós todos.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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