A segunda transição espanhola

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Esta segunda transição espanhola à qual estamos a assistir, não tem nada a ver com a primeira (1977-1978), e para dar um pouco mais de ênfase ao que escrevi, leiam o que Artur Pérez Reverte, escritor espanhol, escreveu no jornal El País: «Os espanhóis somos perigosos, vamos acabar mal.»

A segunda transição espanhola - Capeia Arraiana

A segunda transição espanhola

Querido(a) leitor(a), a nossa vizinha Espanha está na segunda transição. A primeira foi uma transição negociada logo após o ditador Franco – sair de cena – não houve um equilíbrio de forças, ou seja, a elite autoritária anterior, a Franquista, a poderosa, não permitiu nada que a pudesse prejudicar, nem à política que ela estabeleceu para o país, por sua vez as elites democráticas, sem poder, limitaram-se simplesmente a aceitar a Monarquia e a Democracia de partidos, ou seja, nada de independentismos.

Os tempos mudaram, como irá a Espanha sair desta segunda transição? Transição essa que poderá trazer consequências negativas para o nosso País.

O problema desta segunda transição traz para a cena política as nacionalidades históricas e o independentismo, Catalunha, País Basco e Galiza. As elites Franquistas já não têm o poder que tinham e «sujaram-se» com a corrupção, vejamos o caso do Partido Popular a quem a insuspeita Guarda Civil considerou um grupo criminoso. O que resta então das elites Franquistas ? Estão espalhadas pelo Partido Popular, Ciudadanos e Vox, monárquicos e centralistas, sendo o Vox um partido de Extrema Direita, prevendo-se que possa arrecadar 10 por cento de votos nas próximas eleições a realizar no dia 28 deste mês de Abril.

As consequências negativas para Portugal poderão surgir com a entrada da Extrema Direita num possível governo em Espanha, neste caso, os extremistas portugueses poderão começar uma luta contra a Democracia portuguesa, até possivelmente apoiados pela Extrema Direita espanhola. Depois, se PSOE e o resto da esquerda espanhola perderem as eleições, serão menos partidos a lutar tanto na Espanha como na Europa contra os extremismos de direita e o Neoliberalismo.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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