Postal TV (270)

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

De Moçambique, coisa séria e incomparável, drama humano de dimensão inaudita, até à perda de credibilidade em programas e temas como os casamentos de agricultores ou o futebol (ver adiante)…

Tragédia em Moçambique (Foto: Rádio Renascença) - Capeia Arraiana

Tragédia em Moçambique (Foto: Rádio Renascença)

Agricultores ficcionados, queria dizer. Programas de diversão balofa e sem seriedade. Nus em horário normal (nove em meia da noite, por exemplo). Ou mesmo o modo de tratar temas como a corrupção e os crimes contra a vida na área do futebol – tudo tratado de forma ligeira e sem a responsabilidade exigível.

Tudo formas de estragar a credibilidade de canais e de jornalistas e comentadores que nem o são.

Claro que tudo isto, infelizmente, traz audiências – como as imagens degradantes e as afirmações balofas quase sempre trazem.

Mas não será por isso mesmo que se exige ainda mais responsabilidade – e as entidades públicas do sector deviam agir de imediato… Não daqui a 10 anos.

Vejo que a televisão nunca mais será a mesma.

Vejo que a lei nunca mais será cumprida.

É uma nova era? Degradada e degradante?

Não contem comigo, então.

Não me peçam «silêncio e tanta gente»…

Contem comigo aqui e em todo o lado a dizer o que penso e a manifestar-me totalmente contra esta degradação de tudo aquilo que me mantém vivo e actuante. OK?

Temas mais noticiados da semana

Esta semana que passou, foram naturalmente os seguintes os assuntos que maior visibilidade televisiva tiveram:

– Inundações em Moçambique: 13 horas;

– Atentados na Nova Zelândia e na Holanda: hora e meia;

– Brexit: hora e meia.

Compreende-se: para lá da tragédia de dimensões inimagináveis, o que se está a passar em Moçambique fala connosco cá dentro: foram séculos de ligação, são anos de boa relação, apesar de tudo: Moçambique, como as outras ex-colónias são mesmo parte de nós.

Ponto.

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«Postal TV», por José Carlos Mendes

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