Viagens dum globetrotter desde os anos 60 (11)

Franklim Costa Braga - Orelha - 180x135 - Capeia Arraiana

Viajar hoje é quase obrigatório. Toda a gente gosta de mostrar aos amigos uma foto tirada algures longe da morada. Organizam-se excursões para visitas cá e lá fora, com viajantes que, por vezes, mal têm para comer. Mas, como é moda, toda a gente viaja. (Etapa 11).

Terras por onde andou o Franklim - Capeia Arraiana

Terras por onde andou o Franklim

II – VIAGENS LÁ FORA – ANOS 60

Verão de 1968

>> De 2.7.1968 a 23.9.1968 – A mãe de todas as viagens e aventuras à boleia <<

Lisboa – Espanha – França – Bélgica – Holanda – Alemanha – Dinamarca – Suécia – Noruega (até ao Cabo Norte) – Finlândia – Rússia – Polónia – Checoslováquia
Alemanha Oriental e Ocidental – França – Espanha – Quadrazais

3.ª parte – Da entrada na Rússia à saída da Checoslováquia ocupada

Entrei em Veborg em 21 de Agosto de 1968. Viajei de noite para poder visitar as cidades durante o dia. No comboio ia um americano que já vinha do Oriente, com três máquinas fotográficas e vários rolos de fotos já tiradas. Foi abordado pela polícia. Chatearam-no com a pergunta várias vezes repetida:

– Para que quer três máquinas? Não lhe basta uma?

Bem se esforçou o americano em explicar-lhe que uma máquina era para determinados efeitos e as outras para outros efeitos. O polícia saía mas voltava novamente com a mesma pergunta. Contaram-lhe todo o dinheiro, tal como a mim. Tive de contar todas as moedas que me haviam sobrado dos países por onde passara: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, moedas que guardei como recordação, salvo as de Portugal, que usei mais tarde. Apesar de, em valor, não representarem quase nada, imaginem o que foi ter de contar umas boas dezenas de moedas.

Cheguei de madrugada a Leninegrad. Peguei no meu saco, pu-lo às costas e preparava-me para ir a pé para o hotel Astória. Mal saíra do comboio, surge um KGB, perguntando:

– Mister Braga?
– Yes – respondi-lhe.

Ele tinha a minha foto, uma das 12 que tive de entregar na embaixada da Rússia em Helsinki.

– Come (Vem)! – disse-me ele.

Respondi-lhe em Inglês e por gestos que não precisava dele e que ia sozinho a pé para o hotel.

Obrigou-me a segui-lo de táxi. Bem reclamei que queria ir a pé e que não pagaria o táxi. Disse que eu não pagaria, mas aldrabou-me. Ao chegar ao hotel tive de pagar o táxi. Insultei o KGB, a tal ponto que as moças do hotel estavam pasmadas, certamente por nunca terem visto alguém discutir com um KGB. Acabaram por me oferecer bilhetes para autocarros e para visitar o que quisesse em Leninegrad, com ar de quem apreciara a discussão. Os bilhetes de autocarro eram baratos. Dois copeks bastavam. Mesmo assim, troquei dez dólares em Leningrad, de que conservo o papel da compra dos rublos.

Fui visitar o Ermitage, um dos mais famosos museus do mundo. A meio da visita fui apanhado por duas moças – a Elena e a Ann –, que me disseram que elas fariam de guia para a visita do resto do museu e levaram-me a sua casa, onde tomei chá com doce. Pretendiam que as tirasse da Rússia.

À noite parti para Moscovo de comboio. Viajei de noite de Leningrad para Moscovo.

22.8.68 – Em Moscovo fiquei no velho hotel Berlin, perto do Kremlin, mas fui tomar o pequeno almoço ao hotel Metropol, já moderno. À saída um italiano disse-me que o exército russo tinha invadido a Checoslováquia no dia 20. Estava presente a guia, uma senhora já de idade, de cabelos brancos, que falava Francês, que se fartava de dizer que o povo russo era pacífico. Atirei-lhe com a invasão, ao que, exaltada, respondeu que isso tinha sido pedido pelos checos para preservar o socialismo. Enfim, a conhecida cassete.

Franklim junto do sino do Csar, no Kremlin - Capeia Arraiana

Franklim junto do sino do Csar, no Kremlin

Visitei Moscovo, o Kremlin, o palácio, o museu de História Natural com um grande mamute e vários cornos deste muito grandes e as igrejas dentro da cerca, como a de Nossa Senhora da Anunciação, com o sino do Csar, o maior sino da Rússia, que se partiu ao cair da torre (ver foto). As montras enormes das lojas estavam quase vazias ou com roupas todas iguais e sem qualidade. Na rua faziam grandes bichas para beber kvash, uma bebida à base de cereais, que tiravam duma máquina. Meti-me na bicha e comprei voda (água), que mais não era que simples água doce. Comprei vários livrinhos de bilhetes postais mas as fotos não têm qualidade. À noite fui passear até à praça do Kremlin. Aí encontrei o Presidente da Assembleia Nacional Portuguesa, Dr. Mário de Figueiredo, se não erro, e a esposa. Conversámos sobre o que víamos na Rússia e comparámos com Portugal.

Entretanto, fui abordado por um rapaz dos seus 28-30 anos, Engenheiro A. Poteich, que chocalhava moedas no bolso das calças. Receei que fosse mais um KGB. Mas não. Perguntou-me onde estava hospedado e se tinha passaporte. Convidou-me a ir com ele ao meu hotel. Dirigiu-se ao postigo do bar que dava para a rua, já fechado, e pediu à Senhora que lhe vendesse umas galetes e três garrafitas de vodka. Ele disse-me que já tinha bebido três garrafas. De facto, cheirava a álcool e já trocava as pernas. Deu-me uma e ele bebeu mais duas. Eu bebi um trago da minha e fiquei com o estômago a arder. Subi para o meu quarto, onde bebi mais um trago e dormi.

23.8.68 – Continuei em visita por Moscovo. Viajei de comboio para Kiev, onde cheguei à tardinha desse dia. Dormi no hotel Dnipro, ao fundo da avenida Krechatik. Visitei a zona adjacente ao hotel – a chama a gás ao soldado desconhecido, com a vista do rio Dnipro, o jardim Marininsky, a estátua de S. Vladimiro, a igreja da Sofia, largo em frente com as estátuas, a Maidan e a Krechatik. Não me recordo se vi o imponente mosteiro do Lavra, onde Napoleão albergou as suas tropas. Já o visitei posteriormente umas cinco vezes.

Em Kiev um rapaz do Turismo, ou do hotel, ofereceu-me livros e bobines de música. A directora do Turismo, por indicação deste rapaz, enviou-me uns livros e mais bobines gravadas com música russa.

24.8.68 – Viajei de comboio de Kiev para Brest Litovsk. Saí para Brest de noite, com um miúdo – o Andrei – que me levou a sua casa em Brest.

Bilhete de Brest para Varsóvia - Capeia Arraiana

Bilhete de Brest para Varsóvia


Carimbos de entrada e saída na Rússia no passaporte - Capeia Arraiana

Carimbos de entrada e saída na Rússia no passaporte

25.8.68 – Fui com o Andrei visitar o museu militar em Brest. Este miúdo só sabia dizer: «Fascista!» apontando para tudo o que via no museu de Brest, medalhas, bandeiras e armas apreendidas aos nazis (ver carimbos da entrada e saída da Rússia). O pai era militar de alta patente. Estava fora, provavelmente na Checoslováquia invadida. Levou-me a sua casa. Era uma barraca, contígua a muitas outras, com lama à entrada, cuja porta servia várias famílias. Comi couves em cima duma mesinha de cabeceira.
Pelas 14:45 horas saí de comboio de Brest Litovsk para a Polónia (Warshava) sem bilhete, porque já estava na hora de partir para a Polónia quando cheguei à estação e a polícia de metralhadoras em punho, em ala, pressionaram-me a entrar. Eu tinha bilhete que a Agência Lomamatka da Finlândia me havia dado, pelo qual pagara 3,15 marcos finlandeses. Só que deveria apresentá-lo na bilheteira para o confirmar e trocar por outro. E foi isso que me impediram de fazer. Entrei na Polónia por Terespol (carimbos da Polónia e visa). Varsóvia ficava à distância de 220 quilómetros. Isso fez com que viajasse de coração apertado e obrigou-me a meter-me na casa de banho quando veio o revisor.

Vistos (Visa) e carimbos da Polónia no passaporte - Capeia Arraiana

Vistos (Visa) e carimbos da Polónia no passaporte

Seguia na minha carruagem um grupo de jovens russas que me ensinaram a letra da cantiga Podmoskovnye Vechera (A tarde nos arredores de Moscovo), que me haviam ensinado os franceses do grupo de 65, sob o título «La fleur du muguet».

Devo ter dormido em Varsóvia no albergue da Juventude, de que tenho um carimbo sem data (ver carimbos dos albergues no início). Visitei a Renata, minha colega na Universidade de Strasbourg, que tinha ido a Itália. Falei com o pai dela e deixei-lhe uma garrafa de vinho do Porto para ela, transportada às costas já ao longo de milhares de quilómetros. Em Varsóvia visitei a muralha, o palácio wilanowie e a Praça Konstytucji, entre outros pontos de interesse. Devo ter dormido no albergue de Varsóvia duas noites.

27.8.68 – À saída de Varsóvia apanhei boleia com um americano que foi obrigado a revelar as fotografias dos rolos que tinha numa povoação próxima. Levou-me talvez até Poznam, a 360 quilómetros. Depois fui num camião fechado até Wroclav (Breslau), aí uns 185 quilómetros, onde dormi na casa do Witold, um polaco, estudante, que me apresentou a irmã Teresa e o pai. Este era professor ou cientista. Mais uma pessoa boa no meu caminho, apesar de parecer que mostravam orgulho em relacionar-se com estrangeiros. Lembro-me de ele ter desdenhado de Portugal por ser um país industrialmente minúsculo, usando os dados duma enciclopédia para afirmar isso.

Franklim com o Novak Dariusz e a Wanda em Cracóvia - Capeia Arraiana

Franklim com o Novak Dariusz e a Wanda em Cracóvia

28.8.68 – Devo ter ido para Kracóvia. Aqui, um rapazito estudante, o Nowak Dariusz, deu-me dormida em sua casa. Também aqui encontrei gente boa. Depois levou a namorada, a Wanda, à loja para estrangeiros, onde se pagava em dólares (1$=70 Zloties), para lhe comprar algo que não encontravam nas lojas deles. A Wanda queria umas pinturas caras. Comprei-lhe umas mais baratas (ver foto).

Estátua das três asas em Katovice - Capeia Arraiana

Estátua das três asas em Katovice

29.8.68 – De Kracóvia devo ter seguido para Katowice. Visitei a cidade e recordo uma estátua de três asas de águia, monumento aos insurgentes, lembrando as três revoltas da Silésia. Fica no Parque Powstankow Slaskich (ver foto).

30.8.68 – Entrei na Checoslováquia no dia 30 de Agosto de 1968, conforme carimbo no passaporte (ver carimbo e visa). Cruzei a fronteira a pé, de saco às costas em Ceski Tesin. A polícia avisou-me da ocupação russa. Apresentei o passaporte à polícia que, calmamente me disse que estavam ocupados e nada podiam fazer. Disseram-me que, se quisesse entrar, seria por minha conta e risco. Quando disse que era português, um deles pediu-me uma moeda para colecção. Dei-lhe uma moeda de 50 centavos (cinco tostões). Ficou satisfeito, puseram-me o carimbo a meu pedido e eu entrei em Cesky Tesin e segui estrada fora. Já era à tardinha.

Parei para pedir boleia, descontraído da vida, junto de um candeeiro. Era ver os balcões dos prédios em frente cheios de gente a ver-me. Alguém veio avisar-me que era perigoso, que os russos poderiam atirar sobre mim, já que estava proibida a entrada de estrangeiros na Checoslováquia. Ofereceu-me dormida em sua casa. Eu quis dormir no corredor no meu saco-cama. Não permitiram. Dormi na cama da irmã Sílvia (ele, Adolf Vanka, a irmã Sílvia, a mulher Suzana e o filho Miguel, pequenito, constituíam a família). Onde foi dormir a Sílvia, não sei. Mais uma vez deparei com gente boa.

31.8 a 3.9.68 – Dormi no Junior Hostel, albergue da juventude, em Praga na Checoslováquia.

Na manhã de 31 de Agosto fui procurar boleia para Praga. Um condutor dum Moscovitch vermelho levou-me. Passei pela ladeira de Brno, ao lado desta cidade. Ao cimo desta ladeira estavam estacionadas centenas de tanques. Nunca vi tantos na minha vida.

O condutor via-se em palpos de aranha para descobrir o caminho para Praga, já que as placas estavam viradas ao contrário. Deixou-me em Praha à porta do albergue da Juventude na Zitna Ulice 12.0.(Travel Bureau of Czechoslovak Youth and Students). Pedi para dormir aí mas o père-aubergiste não me queria admitir, dizendo que o albergue ia fechar, dada o estado de ocupação do país e a proibição de permanência de estrangeiros.

Como já era de noite e eu não tinha para onde ir, lá me deixou ficar, avisando-me que tinha de sair no dia seguinte. Paguei seis coroas por noite. Perguntei onde poderia ir comer algo.

– Está tudo fechado! – respondeu-me acrescentando – E atenção aos russos!

Tive a sorte de um alemão estar apressado em sair do país. Como tinha consigo um frango assado, deu-me metade. Sempre há gente boa e eu sempre com sorte. Os deuses protegiam-me.

Visa da Checoslováquia, com carimbos de entrada e saída - Capeia Arraiana

Vistos (Visa) da Checoslováquia, com carimbos de entrada e saída

Ainda saí à noite para o centro da cidade. Lembro-me de ter passado numa rua onde estavam aquartelados russos. Creio que era a Academia Militar. Tinha um alpendre. Checos discutiam com os russos, certamente sobre a razão ou não da invasão. Havia várias moças a quem os checos haviam rapado o cabelo por andarem envolvidas com soldados russos. Segui para a praça em frente ao Museu Narodni, onde se encontra a estátua de S. Venceslau, junto de cujo pedestal se faziam manifestações e onde havia muitas flores e velas acesas. Eu participei numa, com uma bandeira preta, um laço da bandeira checa de luto na lapela do casaco e uma vela acesa. Pediram-me para sair dali por ser perigoso. Não sei onde pára uma fotografia aí tirada (ver fotos).

Vigílias contra a Invasão na Praça S. Venceslau - Capeia Arraiana

Vigílias contra a Invasão na Praça S. Venceslau


Vigílias contra a Invasão na Praça S. Venceslau - Capeia Arraiana

Vigílias contra a Invasão na Praça S. Venceslau

1.9.68 – Na manhã seguinte visitei a Praça da Torre Velha, o rio Vitava com a ponte Carlos, Terraço perto do Manège, no castelo, praça de João Huss, etc. (foto). Havia vários edifícios com vestígios de balas, como o da Emissora Nacional (foto). As estátuas tinham adesivos na boca.

Torre paiol em Praga - Capeia Arraiana

Torre paiol em Praga

Para almoço não sei o que consegui, já que estava tudo fechado. À noite, com um rapaz inglês, o John Thorpe, que também continuava no albergue, fui colher fruta num parque público. Enchemos os bolsos de peras, maçãs e abrunhos. Às tantas ouvimos umas rajadas de metralhadora. Felizmente, não fomos atingidos. Não era o guarda do parque, que comer fruta não era proibido num país em que os parques estão cheios de árvores de fruto, tal como haveria de ver na Bulgária no ano seguinte. O parque era numa encosta. Lá no alto havia um palácio que tinha sido transformado no quartel-general dos russos.

Tanques russos em Praga, na praça Vrchlickeo Sady - Capeia Arraiana

Tanques russos em Praga, na praça Vrchlickeo Sady


casa em Praga com marca de balas - Capeia Arraiana

Casa em Praga com marca de balas

Precisei de comprar um novo rolo para a minha máquina fotográfica. As casas onde os vendiam estavam fechadas. Entrei num hotel na Praça S. Venceslau e perguntei onde comprar um, mostrando a máquina. Não mo queriam vender. Quando viram que eu trazia a máquina a tiracolo, disseram-me que a escondesse, o que eu fiz, metendo-a por baixo do casaco. Como viram que era estrangeiro, venderam-me o rolo.

o relógio parou no momento em que foi alvejado a tiro - Capeia Arraiana

O relógio parou no momento em que foi alvejado a tiro


Edifício  da Emissora Nacional com evidentes vestígios de balas - Capeia Arraiana

Edifício da Emissora Nacional com evidentes vestígios de balas

Quis trocar dinheiro, mas os bancos estavam fechados. Pedi a alguns populares que mo trocassem, mas nada. Até que um, vendo que eu queria beber uma cerveja e não tinha coroas checas, me pagou uma cerveja. Depois, consegui que um senhor me trocasse 10 dólares.

Vim depois a saber que quem me pagou a cerveja era paneleiro. Mais tarde convidou-me a ir aos balneários públicos. Fui. Era sauna de vapor de água, bem diferente do da Finlândia. Quando começou a revelar as suas intenções respondi-lhe que só gostava de damen e acabou o assédio.

casa ardida devido ao tiroteio - Capeia Arraiana

Casa ardida devido ao tiroteio


Museu Nacional,, ao cimo da Av. S. Venceslau, salpicado de vestígios das balas - Capeia Arraiana

Museu Nacional, ao cimo da Avenida S. Venceslau, salpicado de vestígios das balas

Dois dias antes de sair da Checoslováquia fui à estação de caminhos de ferro informar-me dos horários e ver como poderia comprar o bilhete sem ter problemas por estar ilegal no país. Eu andava com o laço de luto na lapela. A senhora a quem me dirigi avisou-me para o perigo de trazer isso na lapela do casaco que me dera o sueco da boleia de Luleo até Estocolmo e retirei-o. Tentei falar com ela em Inglês e Francês, mas ela não me percebia. Tentei o Italiano e ela compreendeu o que eu queria. Disse-me que ia ver se podia ajudar-me e que voltasse no dia seguinte.

Os perigos eram reais. Numa rua larga coloquei-me atrás duma senhora para tirar uma foto a alguns russos na rua. Mal detectaram o meu gesto, apontaram-me logo as metralhadoras.

Voltei à estação de caminho de ferro e a resposta da senhora foi que nada conseguia fazer para me ajudar. Eu, aventureiro nato, não me abati e tratei de resolver a minha situação. Meti-me na bicha da bilheteira para ouvir como falavam os que pretendiam bilhete para Berlin.

2.9.68 – Obtive visa da República Democrática Alemã, certamente na embaixada deste país. E tenho quatro carimbos – dois de entrada (por comboio e no dia seguinte para voltar a Berlin Leste) e dois de saída. O père-aube do albergue deixou-me dormir mais noites nele. Creio que eu era o único hóspede, que o inglês já havia partido. Mais uma pessoa boa no meu caminho.

(Fim da Etapa 11.)

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«Viagens dum Globetrotter», por Franklim Costa Braga

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