O poder do terrorismo

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

É enorme, violento e assustador, mata e mutila com armas muitas vezes rudimentares em comparação com as tecnologicamente superiores das forças policiais e militares que o combatem.

Terrorismo - Ataque às Torres Gémeas em Nova Iorque - Capeia Arraiana

Terrorismo – Ataque às Torres Gémeas em Nova Iorque

Vejamos o caso do terrorista que no passado Natal, em Estrasburgo, França, matou três pessoas, feriu doze e, fez com que os Parlamentares Europeus ficassem durante umas horas dentro do Parlamento sem poderem sair, como medida de precaução, os representantes dos Povos da Europa! A Democracia Europeia este como que sequestrada. A tudo isto temos de juntar o estado psicológico a que estiveram sujeitos os habitantes da cidade, medo, só medo. Este terrorista foi abatido pela policia num tiroteio, a arma dele, segundo a comunicação social, era uma pistola já obsoleta.

Quantos milhares de euros não gastou o governo francês nas mobilizações policiais e militares para capturar esse individuo? A Alemanha, como Estrasburgo fica a meia dúzia de quilómetros da sua fronteira, viu-se obrigada a por em Estado de Alerta as suas forças policiais, pelo menos as dessa região, com receio que o terrorista tivesse entrado no seu território. Isto é inimaginável ! Como é que alguém motivado por uma causa religiosa e preparado para morrer, consegue todas essas mobilizações por parte de duas grandes potências europeias!!! Teve apoios? Para que os precisava! uma pistola velha, neste caso, ou uma faca de cozinha são mais fáceis de arranjar do que medicamentos ou comida.

Esta guerra contra o terrorismo e também narcotráfico, que muitas vezes andam juntos, é considerado um conflito de baixa intensidade, mas mata, por isso já foi considerada uma questão estratégica tão importante como uma guerra tradicional, os grandes estrategas desta luta consideram a Globalização uma das causas do terrorismo internacional, obriga ao enfraquecimento dos Estados, à desigualdade económica e também a um ódio cultural entre os Povos, a isto temos de juntar as invasões de países e guerras escusadas, digo eu.

Já não é só nas academias militares dos países desenvolvidos que se aprendem conhecimentos de guerra, no Afeganistão ou numa mesquita de um qualquer país ocidental também. Há grupos terroristas poderosos sem Estado, e a tecnologia já não é só dominada por especialistas ocidentais, eles, também já a dominam

O Ocidente e os seus Estados já perderam o monopólio da Guerra, das armas, da Economia e da Tecnologia.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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