O motor da História gripou

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Neste princípio do século XXI, em Portugal, não existe noção de classe, as classes populares querem chegar a classes médias, e a classe média quer imitar as elites. A luta de classes está diluída numa simples e daninha ambição.

Revolução dos Cravos em Portugal - Capeia Arraiana

Revolução e luta de classes

Segundo o pensamento Marxista, a consciência de classe é o momento fundamental da luta de classes. Em Portugal, o último momento histórico em que se podia ter acentuado essa consciência foi durante a última crise económica (que ainda não terminou!) e, também segundo o pensamento Marxista uma crise económica conduz à Revolução, só sendo noutros tempos!

Neste artigo refiro-me unicamente a Portugal. Consciência de classe? Revolução? Nada é eterno, tudo se transforma, jamais a consciência de classe terá a força que teve durante o período da Ditadura do Estado Novo até 25 de Abril de 1974, não veremos outra Revolução dos Cravos, outro 25 de Abril! A consciência de classe está diluída na ambição de conseguir chegar ao mesmo patamar das elites, como? Através de uma luta individual onde o Humanismo e a Ética não terão lugar uma luta que transformará a sociedade portuguesa num campo de batalha onde o Humanismo e a Moral Elevada serão derrotados.

Revolução? Nem pensar! A única voz discordante vem das redes sociais, mas esta voz não está interessada na luta de classes, está mais interessada na substituição de elites.

Querido(a) leitor(a), se por acaso tem horror a Revoluções, não tema, pode dormir descansado, a luta de classes neste momento não passa de um motor gripado.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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