Vamos antecipar

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Angela Merkel ainda tem três anos de mandato pela frente, mas como a tarefa é árdua e já lá está há treze anos, escolheu como sua sucessora Annegret Kramp Karrenbauer a senhora AKK.

Annegret Kramp Karrenbauer  a senhora AKK sucessora de Angela Merkel - Capeia Arraiana

Annegret Kramp Karrenbauer – a senhora AKK – sucessora de Angela Merkel

Quem é… Quem foi Angela Merkel? Não foi uma mulher com grande visão política, simplesmente uma tecnocrata pragmática com uma visão Neoliberal da governação. Destruiu os partidos de Centro Esquerda Europeus, a Social Democracia, abrindo caminho à entrada dos Populismos na Europa. Foi uma mulher extremamente poderosa, a revista Forbes considerou-a a mulher mais poderosa do Mundo. O poder que possuía levou-a a «orientar» a política da União Europeia,sofrendo os países do Sul da Europa, incluída a França (a França também é uma vitima da União Europeia) com a brutal austeridade por ela delineada.

Esteve sempre ao lado dos ricos e poderosos, sempre teve vontade de dominar, o que não é nem mais nem menos do que uma tradição do Nacionalismo alemão, teve ao lado dela um homem conotado com o Extremismo Nacionalista alemão : Wolfgang Schauble. Angela Merkel quando chegou ao poder pôs de parte as principais linhas adoptadas pelos três grandes políticos da então R.F.A., Willy Brandt, Helmut Schmidt e Helmut Kohl , o Estado Social, uma União Europeia Solidária e a aproximação em relação à Rússia, conhecida como Ostpolitic, vinda já da U.R.S.S.

É de Angela Merkel a célebre frase «marktkonforme democratie», ou seja, a Democracia tem de adaptar-se aos mercados, e não o contrário, votemos então nos mercados… Favoreceu-a muito o ter acolhido mais de um milhão de migrantes? Talvez não! Sem mão de obra estrangeira a economia alemã sofreria um colapso dramático, daí essa caridade. Enfim, o país das ideias como um dia a Alemanha se definiu a ela própria.

Esperemos então pela senhora AKK. Dizem que é mais conservadora e pragmática do que Markel!

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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