Chaos – Confusão e Desordem

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Para começar o ano de 2019 não encontrei melhor título do que este – «Confusão e Desordem». O poder limitado dos governos, ultrapassados por instituições financeiras internacionais capazes de retirar milhões de euros à velocidade de um clique na tecla de um computador quando vêem que as políticas económicas de um qualquer país não são do seu agrado, os chamados «hedge funds», condicionam assim a capacidade de poder daqueles que foram eleitos pelo seu próprio Povo, causando o chaos social, politico e económico. Quais são as regras que os hedge funds impõem? Vejamos…

Chaos - Capeia Arraiana

Chaos

Em primeiro lugar fazer do sector privado a parte mais importante, ou seja, o motor do crescimento económico, depois, manter orçamentos equilibrados, inflação baixa, preços estáveis, o Estado intervir o menos possível (deixar a economia à revelia) os bens importados não devem levar nenhuma tarifa, ou se por acaso levarem, será a mais baixa possível, ao investimento estrangeiro não se devem pôr limites, privatizar tudo o que sejam industrias e serviços dos Estado, desregular mercados, desregular a economia («Laissez-faire») bancos e telecomunicações devem pertencer a privados.

Com tudo isto o que acontece? Salários e pensões baixíssimas, exceptuando uma série de privilegiados, desemprego, aumento de impostos, precariedade laboral, empobrecimento da classe média, aumento da corrupção, ou seja, oportunidades de ouro para alguns enriquecerem escandalosamente. O que acontece à politica em casos destes? É ultrapassada pela economia, veja-se o caso de portugal durante a crise financeira, e derrubam-se governos que não aceitam as condições draconianas dos mercados financeiros, caso da Grécia.

Porque se admiram que as classes populares e médias estejam contra as elites? Porque se admiram das revoltas dos povos da Europa? Porque se admiram que a classe política seja vilipendiada? Porque se admiram da chegada da Extrema-Direita? Como atrás referi, a politica foi ultrapassada pela economia, significa isto que o acto de legitimação democrática, a eleição e o voto, não significam que os políticos uma vez eleitos respeitem a vontade do Povo Soberano. Não podem não querem ou não sabem….

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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