A simbologia da mão

Uma mão branca era, nos tempos antigos, símbolo de inocência; uma mão vermelha simbolizava a força do guerreiro; uma mão calosa indicava vulgaridade.

As mãos podem ter uma forte simbologia

Mas a mão tem muito que se lhe diga…
Lord Byron defendia que nada simbolizava tanto as características das pessoas como as suas mãos. A mão era o único indício de aristocracia do sangue. Muitos atribuíam-lhe essa ideia ao facto de ele ter umas mãos extremamente pequenas, e assim querer valorizá-las.
Mas também o duque de Bukingham se mostrava muito orgulhoso com as suas.
Entre os egípcios, a mão era símbolo de força, e entre os romanos de fidelidade. Já entre nós, no que reporta à justiça, a mão é símbolo de verdade.
Através da mão damos também atributos humanos a poderes ocultos: a mão da providência, a mão de Deus, a mão do tempo, a mão da morte e, até, o dedo do destino.
Com a mão praticavam-se actos juramentais: os vassalos rendiam homenagem aos seus senhores com a mão, e havia até, em certas casas aristocráticas, as cerimónias do beija-mão.
Também a mão serve para indicar indiferença ou irresponsabilidade: lavo daí as mãos. Ou: lavo as mãos como Pilatos – desta feita invocando um episódio histórico referente à condenação de Jesus Cristo.
E que dizer da saudação mais comum entre os homens: o aperto de mão?
E com a mão também se fala, com certos gestos e posições. Há até a linguagem dos surdos-mudos, feita toda ela com o emprego das mãos.
Se estamos num desafio assaz competitivo, dizemos que é mano a mano (usando aqui o termo castelhano).
Um rapaz quer casar-se? – só tem que pedir a mão da sua amada.
No tecto da capela Sistina, no Vaticano, Miguel Ângelo desenhou as figuras de Adão e de Deus com os braços estendidos e os dedos esticados, quase se tocando. Pelas mãos se simbolizou assim a fraqueza do homem e o poder de Deus, que faz o gesto do seu poder criador.
E até um economista, Adam Smith, deixou uma teoria, simbolizada na mão, que se mantém viva nos dias de hoje – a mão invisível do mercado…
:: ::
Por Paulo Leitão Batista

Deixar uma resposta