O Poder vai-se debilitando…

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Vamos começar com palavras de um especialista em politica chinesa: «Os membros do politburo falam agora abertamente sobre os bons velhos tempos em que os seus antecessores no topo do partido comunista não tinham de se preocupar com bloggers, piratas informáticos, criminosos internacionais, líderes provinciais trapaceiros ou activistas que organizam 180.000 protestos públicos todos os anos. Quando apareciam rivais, os antigos líderes tinham mais poder para os enfrentar. Os líderes actuais continuam a ser muito poderosos, mas não tanto como os líderes de algumas décadas, e os seus poderes estão a diminuir constantemente.» Isto, querido leitor, num regime autoritário!

A debilidade do poder - Capeia Arraiana

A debilidade do poder

Escrever sobre a debilidade do poder nos tempos que correm e elucidar o leitor(a) convenientemente, só escrevendo um livro, não um artigo, mas um livro que li e que tem como título – O Fim do Poder – escrito por Moisés Naím, obriga a pensar sobre o que é o – Poder – presentemente, de uma maneira totalmente diferente ao que estávamos habituados, embora muito do que lá está escrito não seja algo de novo, o que o cidadão normal não sabia era «traduzir» convenientemente. Este artigo é uma «tradução» que não foi muito difícil fazer, nem foi preciso «dicionário». O que vou escrever passa-se a nível global, não só local e nacional, mas diferindo a quantidade e o conteúdo dos países com a Democracia mais ou menos consolidada, com a economia mais ou menos débil, com mais ou menos pobreza e desemprego, com mais ou menos cultura e saber.

Só um santo, neste tempo de mudança do comportamento moral e em que o poder do dinheiro é tão avassalador pensa que ainda se pode apelar ao comportamento moral em politica, economia e até religião. Acabou-se querido(a) leitor(a), o tempo em que fazíamos alguma coisa pelo País, agora queremos que o nosso telemóvel, o nosso computador, o nosso restaurante preferido, o nosso automóvel caríssimo, o nosso banco (o do dinheiro!) façam alguma coisa por nós, isto foi o que nos ensinou uma – casta- que domina a economia, a política e a cultura.

Vejamos agora um estratagema, entre vários, do qual se serve um candidato para chegar ao poder e conseguir mantê-lo – persuasão – que não é mais nem menos do que a troca de votos por empregos, troca de casas cheias em comícios ou outras manifestações politicas por belas «comezainas» populares, troca de apoio político de um opositor por pagamento de uma simples dentadura postiça!!! Das mais caras…E quando se chega a patamares elevadíssimos surgem os milhões de euros ou dólares. O poder também se está a tornar efémero, limitado, opaco e impessoal, por isso, há sítios que quando sai uma ordem ou directriz ficamos sem saber de onde veio. Nos tempos que correm é facílimo obter o poder, mas difícil usá-lo e mantê-lo.

As mentalidades mais abertas, o conhecimento e o saber tornam a vida mais difícil ao Poder.

:: ::
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

Deixar uma resposta