A fonte

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Escrever é uma maneira fácil e agradável de alguém se afastar desta vida, mas para isso tem de ver com a alma a luz da madrugada, o crepúsculo, e ouvir também com essa mesma alma os cânticos da Terra.

Fonte no Sabugal - Capeia Arraiana

Fonte no Sabugal

A Fonte

Ouça a água
Cântico melodioso
Poema de saudade
Alma cansada
Caminho sem fim
Tempo sem limite
O ventre da terra pariu-te
Esse mesmo ventre te secará
O fim a todos abraça!
Visão vagarosa
Pedras gravadas
Homens que deixaram sinais da sua passagem
O tempo trouxe um invisível martelar…
O passado já está morto!
Os sonhos são loucuras breves e maravilhosas
Pessoas entediadas fumam
Sentadas nos muros da fonte
Em bancos de pedra
A Cidade está silenciosa
Parece uma cidade morta.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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