Casteleiro – Homenagem justa a Lucinda Pires (6)

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Faz na próxima quarta-feira, 17 de Outubro, 11 anos que morreu a nossa conterrânea Lucinda Pires. Foi Professora, foi Autarca, foi Amiga. A todos faz falta. Quis assinalar os 11 anos do seu desaparecimento: fiz estas singelas seis crónicas de homenagem modesta, mas sentida.

Maria Lucinda Gouveia Pires - Capeia Arraiana

Maria Lucinda Gouveia Pires

Nas crónicas anteriores, vários pormenores e opiniões me marcaram mais.
São esses pequenos quadros que vou assinalar hoje, no fecho da série.
Uma pequena síntese de algumas das várias opiniões aqui trazidas ao longo das cinco semanas anteriores.
Justifica-se, como vai ler.

Lucinda Pires

Ambiente

Quando faleceu, a Lucinda era a coordenadora do Clube da Floresta da sua escola, integrado no Prosepe (Projecto de Sensibilização e Educação Florestal da População Escolar). Sobre estes clubes, li no «site» da Universidade de Coimbra: «Os Clubes da Floresta são o espelho do trabalho realizado, diariamente, nas nossas Escolas, aderentes à rede Prosepe, por todo o Portugal».

Azulejos com o nome de Lucinda Pires - Capeia Arraiana

Azulejos com o nome de Lucinda Pires no Agrupamento de Escolas do Teixoso

Teixoso

A Lucinda deu aulas no Teixoso. Gostavam lá dela também.
Inseri um video em que fica claro o carinho e o apreço da comunidade escolar: «É uma homenagem póstuma do Agrupamento de Escolas do Teixoso à professora Lucinda Pires». Sobre ela, diziam no vídeo algo muito importante: «A sua energia, o seu empenho e o seu trabalho ficarão sempre connosco.»

Falta

Li e dei-lhe a conhecer a si, leitor: a Lucinda faz-nos falta: aos do Casteleiro e aos outros, os amigos dela: «Indescritível, a quantidade de qualidades que a Lucinda reunia. Inatingível, a amizade que fazia questão de espalhar. Inimaginável, a falta que faz»

Jorge

Lucinda, como te lembras, dei-te na semana passada uma triste notícia que certamente já conhecias: o teu primo e meu amigo Jorge Figueiredo não resistiu e faleceu de repente, com apenas 57 anos. O Jorge não resistiu e faleceu de repente. Algo a ver com o coração, penso. E pedi-te para lhe dares aí um abraço meu.

Lucinda Pires com um grupo de alunos - Capeia Arraiana

Lucinda Pires com um grupo de alunos

Personalidade solidária

Finalmente, caro leitor, desejo salientar a perspectiva cultural solidária e humanitária de Lucinda Pires.

E vou fechar a minha homenagem com a recordação das palavras de um companheiro que a conhecia bem e com ela trabalhou na actividade política concelhia: José Freire.

Disse ele o seguinte, recordo: «Falar da Doutora Lucinda, ou melhor falar da Lucindinha, pois assim era tratada carinhosamente pelas muitas gentes do Casteleiro, é sempre difícil para mim. É que a Lucinda era uma pessoa acima da maioria dos mortais, era uma pessoa que, dentro da sua simplicidade aparente, tinha uma nobreza e carácter fora do comum. O que eu mais admirava nela era a sua vontade e prontidão em ajudar o próximo sem pedir nada em troca, era a sua luta constante pelo bem-estar dos amigos e pelo progresso da sua terra, o Casteleiro, e do concelho. Era sobretudo uma pessoa humanitária. A Lucinda deixou-nos muitas saudades e faz falta, principalmente às pessoas do Casteleiro e do concelho do Sabugal. Com pessoas como ela o nosso mundo seria muito melhor. Estou certo que ela continua a acompanhar os amigos.»

:: ::
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Deixar uma resposta