Casteleiro – Homenagem justa a Lucinda Pires (4)

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

O «Capeia» de Outubro de 2007 publicava esta nota triste: «Maria Lucinda Gouveia Pires, de 49 anos, antiga presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro e ex-vereadora da Câmara Municipal do Sabugal, faleceu na madrugada de quarta-feira, 17 de Outubro, na sequência de acidente vascular cerebral». Falta menos de um mês para fazer 11 anos. Continuo hoje aqui uma série de algumas crónicas de homenagem justa e oportuna.

Maria Lucinda Gouveia Pires - Capeia Arraiana

Maria Lucinda Gouveia Pires

Hoje, por uma razão fatídica, a minha homenagem à Lucinda vai em formato de carta aberta a ela dirigida.
Desculpem todos, mas tem de ser: há uma razão mais do que justificativa para que assim seja. Leia então a carta.

Amiga Lucindinha,

Desejo-te um bom estar lá onde estás e bom descanso para toda a eternidade.
Hoje, interrompo os textos habituais de homenagem a ti para, homenageando a tua Família, trazer aqui uma das mais tristes notícias dos últimos tempos para mim e cá em casa.
Já sabes o que se passou.
Mas quero apenas conversar contigo sobre isto.
O teu primo Jorge Figueiredo, filho da tua prima Maria de Jesus, deixou-nos de forma trágica, repentina e inesperada.
Publico aqui a foto dele, para que a nota fique mais completa porque como sabes os leitores em geral não o conheceriam.

Jorge Figueiredo - Casteleiro - Capeia Arraiana

Jorge Figueiredo – Casteleiro – Capeia Arraiana

O Jorge não resistiu e faleceu de repente.
Algo a ver com o coração, penso.
Nesta altura, ainda muito em cima, não é ainda tempo para perguntar nem à mãe que deve estar totalmente fora de si, nem à nossa Amiga Gorete, mulher e companheira do teu primo.
Mas isso, tu já sabes, aí onde estás.
Ao que sei, ficou toda a gente de boca aberta, pois ninguém esperava que aos 57 anos se apagasse aquele rapaz sempre bem disposto, Amigo do seu Amigo.
Nota que já o Pai dele se foi muito novo também.
Mas a mais nova de todos na mesma família a despedir-se de nós até foste mesmo tu, pois só tinhas 49 anos quando nos deixaste, em 2007.

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E é insanável a falta que vocês fazem, sobretudo à Família, mas também a todos nós.
Sobre ti, permite que te possa repetir, porque sinto essa obrigação, aquilo que já escrevi antes e que fui buscar ao «Viver Casteleiro» de há uns anos, quando sobre ti, minha Amiga de sempre e para sempre, escrevia assim:
«Indescritível, a quantidade de qualidades que a Lucinda reunia. Inatingível, a amizade que fazia questão de espalhar. Inimaginável, a falta que faz. Feliz de quem teve a sorte de absorver, um pouco que seja, de tudo o que tinha para oferecer e partilhar».
Essa eras tu.

Agora imagina a falta que o teu Primo faz às filhas, à mãe e à Gorete.

Até sempre, Lucindinha.
Dá por mim um abraço ao Jorge, por favor.

(Continua.)

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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