A equação do tempo

Alguns almanaques antigos continham informação sobre a precisão das horas, minutos e segundos em cada dia do ano, estabelecendo as diferenças entre o tempo verdadeiro e o tempo uniforme, a que se chamava Equação do Tempo.

A tábua da equação no ano1871.

A explicação que era dada para as diferenças baseava-se no facto do sol se retardar umas vezes, outras acelerar e outras ainda parecer estacionário. Face a isso idearam os astrónomos, para melhor facilidade dos seus cálculos, reduzir esses movimentos desiguais, a um tempo e movimento igual e médio.
Foi a isso que se convencionou chamar Equação do Tempo, ou seja, a diferença entre o tempo verdadeiro e o tempo uniforme, dedutível por uma tabela, com essas diferenças nos dias do mês em que as mesmas se verificam.
Numa explicação melhor elaborada, diremos que a Equação do Tempo é a diferença entre o tempo lido a partir de um relógio de sol e o tempo civil, que é calculado a partir do tempo solar médio. Ou seja, a diferença entre a posição real em cada momento do Sol no firmamento e a posição que ele ocuparia se o eixo da Terra fosse perpendicular à eclítica.
Entre outros usos, a Tábua da Equação do Tempo servia para regular os relógios. Se ao ponto do meio-dia marcado em uma boa meridiana o relógio mostrar os minutos e segundos declarados na tabela para antes, ou depois, do meio-dia verdadeiro, sabe-se que está certo.
Os minutos que levam o sinal (+) devem exceder o meio-dia verdadeiro, e os que levam o sinal (-) devem faltar para ele.
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Por Paulo Leitão Batista

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