Olá Senhor(a) «Doutor(a)»!

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Acabei de ler que numa cidade capital de um país da América Latina, há toda uma série de habilidosos que vendem entre 30 e 40 euros, numa banca onde trabalham, e em praça pública, cópias perfeitas – falsificações – de títulos de licenciamentos, doutoramentos (o que o freguês quiser) com a a chancela das melhores universidades do Mundo!

Currículos pessoais com habilitações literárias falsificadas estão a generalizar-se - Capeia Arraiana

Currículos pessoais com habilitações literárias falsificadas estão a generalizar-se

Quantos e quantas vigaristas de trazer por casa estarão a utilizar falsos títulos de licenciamentos e doutoramentos? Possivelmente dezenas, centenas… A única dor de cabeça que tiveram foi o receio de alguém descobrir que o título não passava de uma falsificação, se ninguém descobrir têm um futuro risonho à sua frente.

A comunicação social tem mostrado casos de pessoas com responsabilidades políticas que foram ludibriando tudo e todos até chegarem ao «topo».

Como se devem sentir milhares de jovens que fizeram, e fazem esforços tremendos para obterem títulos que lhes permitam ter um posto de trabalho?

Como se devem sentir as famílias desses jovens que fazem sacrifícios para financiarem os estudos dos filhos?

Indignam-se, e com razão.

Há sociedades, entre elas a portuguesa, que estão corroídas por redes clientelares que dominam tudo, desde a economia à política, até passando por títulos universitários.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

2 Responses to Olá Senhor(a) «Doutor(a)»!

  1. João Duarte diz:

    Caro António: por cá também há disso, ou parecido. Vejam-se os casos do Sócrates e do Relvas.

  2. António Emídio diz:

    Amigo Duarte :

    Dois exemplares raros…

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