Revitalizar o Interior – Turismo

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

«O interior não é uma zona pobre – está pobre». Alguém, há pouco tempo, produziu esta afirmação que só podemos corroborá-la.

Passadiços junto aos rios

É no interior que existe grande parte do nosso património construído.
É no interior que existem rios com águas límpidas que podem proporcionar momentos únicos de veraneio e pesca desportiva.
É no interior que existe mais água, que é a fonte da vida.
É no interior que existe silêncio para quem quer desfrutar dos naturais sons da vida rural.
É no interior que podem ver-se afloramentos graníticos de dimensões tais que apenas aí podem ser vistos.
É no interior que podem encontrar-se todas as coisas que não podemos ter nos centros urbanos, nem no litoral.
No interior não temos mar, mas certamente temos rios e praias fluviais que nos fazem suster a respiração quando olhamos para eles.

O interior, que não é pobre mas está pobre, espera que o descubram e lhe forneçam a oportunidade de se mostrar naquilo que de melhor tem, para além das pessoas que todos reconhecem serem únicas. Quando isso acontecer, e acontecerá mais depressa do que se pensa, os visitantes destas terras trarão novas gentes que o clima se encarregará de moldar à sua imagem e semelhança.
Estas terras e tudo que nelas existe é bom demais para não seja visitado. E, ao contrário do que se pensa nem sequer precisamos de um hotel em cada esquina para que isso aconteça. Precisamos isso sim de mais gente para dar maior colorido à paisagem que é brilhante, mesmo que pareça por vezes ofuscada pela ausência dessa gente.
Medidas que tragam gente para estas terras são todas boas, por mais insignificantes que por vezes possam parecer.
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«Do Côa ao Noémi», opinião de José Fernandes (Pailobo)

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