O maior cego é…

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

«As minhas preocupações e expectativas é que nas próximas semanas mostrem que os mercados, as taxas das obrigações e a economia italiana podem ser tão drasticamente atingidas que isso vai servir para indicar aos eleitores para não votarem nos populistas de direita e de esquerda(…) A formação do governo pode ser responsável por isso. Só posso esperar que isto vá desempenhar um papel na campanha eleitoral, no sentido de enviar um sinal aos eleitores para não entregarem o poder aos populistas à direita ou à esquerda.»

O maior cego é aquele que... - António Emídio - Capeia Arraiana

O maior cego é aquele que…

O pensamento citado da abertura da minha crónica é da autoria de Günther Oettinger, Comissário Europeu do Orçamento e vinha transcrito no Diário de Notícias, de 30 de Maio de 2018.

Felizmente, com convicção, ou obrigação, alguns burocratas de Bruxelas insurgiram-se contra o senhor Günter e o seu pensamento ultra fundamentalista Neoliberal, para não dizer ditatorial.

Jean Claude Junncker, Presidente da Comissão Europeia respondeu que o destino da Itália não pode ser comandado pelos mercados, o Presidente do Concelho Europeu, Donald Tusk pediu para os eleitores serem respeitados, e que a União Europeia está para servir e não para dar lições. Pierre Moscovici, Comissário dos Assuntos económicos disse que o destino de Itália não é decidido em em Bruxelas, mas sim em Itália.

Querido(a) leitor(a), tudo isto que acabou de ler só mostra que o poder é formado por uma série de Instituições e organismos semi-anónimos que actuam a seu belo prazer sem darem qualquer satisfação ao cidadão comum, ordenam em quem os Povos devem votar as palavras do senhor Günter Oettinger é o que demonstram.

Já agora querido(a) leitor(a) queria perguntar-lhe o seguinte: está recordado do – Marktkonforme Democratie – frase da senhora Angela Merkel e que traduzindo bem significa a servidão das democracias e dos Estados ao sistema financeiro? Aos mercados?

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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