Passam os anos fica a saudade… (1)

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Recordo hoje alguns dos meus amigos de infância, felizmente quase todos ainda vivos…

Largo da Fonte no Sabugal - Capeia Arraiana

Largo da Fonte no Sabugal

A minha situação familiar impede-me de me deslocar ao Sabugal com a frequência e o tempo necessários, não só para rever família e amigos, mas também para conhecer mais de perto o que se passa na nossa terra.

Por isso, e na ausência de novidades, vou refugiar-me nas lembranças da minha própria vida.

Nasci na rua principal, na casa onde hoje fica o bar do Tó, e onde, há 65 anos, ficava a barbearia do T´Zé Paca, figura a que ainda voltarei um dia.

Ali vivi até aos meus 7 anos, pois mudámos para a «Vila» em 1960.

Dos tempos que vivi na rua principal, lembro, antes do mais, o Zé Maria, filho do Ti Aristides e da D. Maria das Dores. O Zé Maria foi o meu primeiro grande amigo, tendo-me sido muito dolorosa a sua partida tão cedo. E estou certo, muito ainda o Concelho tinha a esperar deste grande sabugalense, se ele ainda fosse vivo.
(E permito-me mandar daqui um grande beijo a essa grande mulher que é a minha amiga Palmira.)

Meus amigos eram também o Carlos e a Fernanda Cabral, que viviam à altura na casa ao lado da minha, onde funcionava uma taberna que, penso, era gerida pelo pai, antes de se ter tornado construtor civil.

Não me lembro de mais nenhum amigo dessa altura, até porque nas casas mais próximas vivia o sr. Vergílio Monteiro e o sr. Marques que não tinham filhos da minha idade. Mais abaixo moravam os meus tios Amélia e Zé Nunes, com netos da minha idade, mas que estavam na Guarda.

Sete anos ainda por fazer e lá partimos para a casa da rua D. Dinis…

ps. Parabéns aos oito sabugalenses que aceitaram ser mordomos e organizar as festas de São João de 2019!

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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