O cavalo de Júlio César

No império Romano os cavalos lusitanos gozavam de enorme reputação. Conta-se que o general e imperador Júlio César não queria para si e para a sua guarda de honra outros cavalos que não os da raça lusitana.

Júlio César ao comando das hostes romanas

Varrão e Plínio escreveram que as éguas da Lusitânia concebiam pelo vento. Mais tarde, o eclesiástico Lactâncio Firmiano afirmaria que não podia haver repugnância em admitir que a Virgem Maria concebera por graça e obra do Espírito Santo, quando, na Lusitânia, havia éguas que emprenhavam do vento.
Mas voltemos a Júlio César, a quem fora dado um cavalo lusitano. Esse cavalo ficou célebre por ter duas particularidades, que passaram a fazer parte de um mito: o casco de cada mão estava dividido em cinco unhas e não se deixava montar senão por Júlio César.
Tão grande era a afeição que o imperador tinha pelo seu cavalo, que lhe mandou esculpir a esfinge e a colocou no templo de Vénus. Conta-se que um astrólogo vaticinara a César que o possuidor daquele cavalo viria a ser senhor do mundo.
Alguns autores querem que a honra da naturalidade do célebre cavalo de Júlio César pertença às Gálias, mas a verdade é que a maioria deles defende que o mesmo era originário da Lusitânia.
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Por Paulo Leitão Batista

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