Os cedros do Líbano

Não é por acaso que o cedro é o símbolo nacional do Líbano, de resto presente na própria bandeira do país – foi com a madeira daquelas árvores majestosas que o rei Salomão mandou edificar o magnífico templo de Jerusalém.

Um formoso cedro do Líbano

Se quisermos fazer a história do cedro temos que ir ao Médio Oriente de tempos longínquos, quando os reis e profetas de Israel passeavam nas profusas e majestosas florestas de cedros que ali existiam.
Com o tempo os cedros do Líbano foram dizimados e hoje restam poucos naquelas terras onde a aridez impera. Nas encostas do Monte Makmel, no Vale do Kadisha, numa altitude de mais de 2.000 metros, estão os Cedros de Deus, um conjunto de maravilhosas árvores milenárias. Quatro delas têm mais de 35 metros de altura e os seus troncos mais de catorze metros de circunferência.
Mas ainda que no Líbano haja hoje poucos cedros, temos o conforto de saber que a mesma árvore se espalhou pelo mundo, havendo magistrais e extensas florestas que constituem cenários de especial beleza.
A Rússia tem algumas dessas florestas, que parecem intermináveis.
Também há uma vistosa floresta de cedros em Marrocos, na cordilheira do Médio Atlas, e o mesmo sucede no Chipre e na Turquia.
Em Portugal também há manchas florestais de cedros e algumas dessas árvores são colossos que dão frondosa sombra.
No jardim botânico da Ajuda, em Lisboa, existiu um formosíssimo cedro do Líbano, a que andava ligada uma tradição histórica. Havia debaixo da sua larga copa um banco onde o rei D. José se sentava e entretinha em colóquios amorosos com D. Teresa, nora do Marquês de Távora. Foi precisamente esta aventura amorosa que pôs em risco a vida do monarca e deu pretexto ao Marquês de Pombal para fazer condenar à morte as famílias dos Aveiro e dos Távoras. Ora esta monumental e histórica árvore portuguesa foi derrubada por um tufão que aconteceu em 13 de Dezembro de 1864.
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Por Paulo Leitão Batista

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