Postal TV (224)

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Não é com Polícia a esmo que a violência no futebol se resolve. Até porque essa espiral é interminável. «Há jogos com tanta polícia que parece que estamos em estado de sítio», disse um dirigente sindical de Polícias. Gostei.

As claques e a Polícia - Capeia Arraiana

As claques e a Polícia

Os políticos e os noticiários de TV

Tem piada: estive a analisar os tempos de telejornal de várias personalidades. Cheguei a uma conclusão estranha: Sócrates é tratado como se ainda fosse dirigente partidário… da oposição ao PS. Eu explico: Cristas (CDS), Catarina (Bloco), Jerónimo (PCP) tiveram duas horas cada um… Sabem quanto tempo teve Sócrates, de acordo com o estudo da Marktest sobre o mês de Abril? Pois bem: exactamente… duas horinhas limpinhas.
Aliás, foram brindados com outras duas horas cada uma das seguintes personagens: Centeno, dois ministros e até uma deputada famosa do BE.
Quanto a Rui Rio, actual dirigente máximo do PSD… não foi além das 3 horas e um quarto.
António Costa liderou seis horas e meia.
Marcelo, com sete horas e um quarto, arruma tudo e todos.

Rally em primeiro plano

A RTP transmite até domingo o Rally de portugal. É uma boa notícia para quem gosta da modalidade.

Governo vai criar Autoridade do Desporto

Claro que ninguém acredita que isso resolva as coisas. Provavelmente será mais uma plataforma para arcar com as culpas.

Sindicato da Polícia sobre o Futebol

A queixa de que quando alguma coisa corre mal é dado como culpa da Polícia. Garantem que há sempre violência em qualquer jogo. Há que mudar as coisas. A mentalidade de que as pessoas mesmo bem comportadas no resto da vida… chegam ao campo, ao estádio e o insulto é uma festa, a violência faz parte da festa. É isso que tem de acabar e voltar ao desporto como ele deve ser…
Gostei.
Quem não sabe no estádio só a ver futebol tem de ser impedido durante anos de entrar nos estádios.
Gostei.
(Na SIC, quinta-feira, minutos 5 a 12 depois da meia-noite, hora a que escrevo).

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«Postal TV», por José Carlos Mendes

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