Luta pela vida

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Não nascemos subitamente homens (nem mulheres), aprendemos a sê-lo através da luta e do esforço. A primeira experiência é o amor dos nossos pais, depois vem o desamparo e a desorientação. Esta é a nossa frágil condição humana, por isso a aprendizagem da vida e a luta pela vida, sem excepção, faz parte da condição humana.

Luta pela vida - Capeia Arraiana

Luta pela vida

Portugal, inicio do século XXI, que é feito da Lei, do Humanismo, da Verdade, da Razão e da Educação? Perguntemos à comunicação social, à classe política, à classe empresarial, à industria da cultura, talvez nos saibam dizer onde estão esses valores… Ouvimos simplesmente uma cínica retórica que nos fala na «cultura do rendimento» e da «cultura do esforço», o que não é nem mais nem menos a maneira de explorar as classes assalariadas.

Só há qualidade de vida se houver qualidade humana do próprio indivíduo, o que se torna muito difícil nos tempos que correm, cuja lei é a luta de todos contra todos. Sempre se lutou pela vida, o Homem sempre se esforçou por viver dignamente, mas os vencedores desta luta no actual momento histórico são os que não têm escrúpulos… Há uns séculos atrás também se sabia quem eram os vencedores, eram os ricos, as famílias poderosas económica e politicamente, não havia mobilidade social, mas agora vou dizer-lhe uma coisa querido(a) leitor(a): em Itália – Florença – as famílias mais ricas têm o mesmo apelido, ou pertencem à mesma linhagem daquelas cuja imensa fortuna já vem do século XV!!! E em Portugal? Tenho na minha frente uma lista de nomes de famílias vindas do século XIX, e que presentemente pertencem à Elite económica do País.

A mobilidade social é uma realidade no nosso País, mas não atinge uma quantidade elevada de gente, quase todos pertencemos a uma classe média que luta para não cair na pobreza.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

One Response to Luta pela vida

  1. Benvinda Parreira Neves diz:

    Excelente reflexão. Gostei muito.

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