Os descrentes na Utopia

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Os descrentes na Utopia são os defensores acérrimos do sistema as «pessoas de bem». O que dizem quando se lhes apresenta uma Utopia, qual é a tese central do seu pensamento? «É certo que não vivemos no melhor dos mundos, mas tudo isto é preferível a qualquer Revolução.»

Utopia - Capeia Arraiana

Utopia

Esta gente além de politicamente correcta, é conservadora, e como tal, erra quando se lhes apresenta uma mudança de ordem politica/económica, ou seja, não tem em conta, ou não quer ter, a motivação pela qual é necessária essa mudança, que é nem mais nem menos a vontade de Justiça e a Felicidade, duas coisas inerentes a qualquer Revolução e inseparáveis do pensamento do Homem.

Querido(a) leitor(a), o conservador afasta o conteúdo da mensagem utópica e não aceita a sua motivação subjectiva, ou seja, a razão pela qual é necessária essa Utopia. Os inimigos dos grandes ideais de transformação das sociedades esquecem que o Homem é um «animal metafísico» ou seja, além de olhar para o Mundo físico à sua volta, necessita de olhar também para muito longe, para aquilo que não se vê, e quando não pode satisfazer esse desejo vive num estado de frustração, o que acontece nestes tempos modernos. O Neoliberalismo, tenta por todos os meios, principalmente através da alienação, que o Homem perca a possibilidade de imaginar e sonhar com um Mundo melhor.

A Utopia nunca pode estar de acordo com o que nos foi dado, é preciso mais «porque a longo prazo a vida sem utopia torna-se irrespirável» nas palavras do filósofo romeno Cioran. Querido(a) leitor(a) vamos contar as Revoluções que o Homem já protagonizou desde Spartacus, até aos dias de hoje?

Termino com uns simples dizeres: «Queremos os que não querem», ou seja, para cargos de grande responsabilidade convém escolher os que não os querem.

«O mendigo tem inveja do mendigo» porque… o teu inimigo é o oficial do teu ofício.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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