Políticos presos e exilados na União Europeia

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Não é novidade nenhuma querido(a) leitor(a), há presos políticos, e exilados políticos em países da moderna e democrática União Europeia. Estou a referir-me a Espanha, onde é mais perigoso ser político do que ser um delinquente.

Marta Rovira exilada catalã - Capeia Arraiana

Marta Rovira exilada catalã (Foto: D.R.)

A ingenuidade dos políticos separatistas foi pensarem que a União Europeia teria um papel de moderadora no problema da Catalunha no – procés – só que a poderosa Alemanha deu cobertura aos tribunais espanhóis na chamada euro-ordem, mas um advogado alemão quer inverter tudo isso… Estou a referir-me à prisão de Carles Puigdemont. A Democracia dos países da União Europeia, e não só, fundamenta-se na separação de poderes, o poder Executivo, Legislativo e Judicial, presentemente na Espanha, e no caso Separatista da Catalunha, existe uma politização da justiça, o poder Judicial deixou de ser independente (se é que algum dia o foi!) e passou a estar às ordens dos outros dois poderes, principalmente do Executivo.

Será também que os independentistas catalães ao darem o passo que deram em relação à independência da Catalunha tiveram em conta a mobilização popular para os apoiar? Parece que não, e não pode haver um acto de desobediência ou de força sem uma grande mobilização popular de apoio, acontece que o antigo governo de Carles Puigdemont era Neoliberal, e a classe popular teve isso em conta na hora do apoio.

No meu artigo de 21 de Novembro de 2017, intitulado – Separatismo espanhol – mostro que o franquismo está presente nas Instituições Democráticas em Espanha: Governo, Tribunais e Polícia, ou seja,no actual Estado Espanhol, só assim se compreende esta visão Uninacional levada ao extremo.

Deixei para o fim o Rei Filipe VI, presumo que este homem obedece ao Governo e ao Exército, daí a sua nula intervenção no problema da Catalunha.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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