Os novos linces do Vale do Guadiana

Lince da Malcata - © Capeia Arraiana

Cada lince-ibérico caça, normalmente, um coelho por dia. E a sua alimentação é quase exclusivamente baseada nesta presa. A presença e número de coelhos por área são assim condições fundamentais na escolha das zonas de reintrodução. Foi isso que fez a serra da Malcata ficar fora de hipótese. O concelho de Mértola, por sua vez, tinha as melhores características entre todas as zonas histórias de ocorrência do lince-ibérico em Portugal. Rodrigo Serra, director técnico do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, considerou em entrevista ao Observador que «este é um dos programas de conservação mais bem conseguido de sempre e o Iberlince é o melhor programa Live dos últimos 20 anos».


«Em 2000, o censo de lince-ibérico mostrou algo muito sério: não havia linces em Portugal, nem fora da Andaluzia. Só restavam duas populações: em Doñana e Andújar”, conta Miguel Simón, director do programa Life+Iberlince (2011-2018), o projeto de recuperação da distribuição histórica de lince-ibérico em Portugal e Espanha. Começámos um projeto de conservação com o objetivo de evitar a extinção. E, até ao momento estão a ser bem sucedidos. O estatuto de conservação do lince-ibérico, definido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), passou de criticamente em perigo (classificado em 2002) para em perigo (em 2015)».

Ler artigo do Observador… (Aqui.)

jcl (com Lurdes Serpa Carvalho)

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