A questão da segurança de pessoas e bens

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Têm os sabugalenses direito a, como diz o n.º 1 do Artigo 27.º da Constituição da República Portuguesa, «direito à segurança»?

Terraplanagem para o futuro quartel dos Bombeiros do Sabugal - Capeia Arraiana

Terraplanagem para o futuro quartel dos Bombeiros do Sabugal

E coloco a questão «do direito à segurança dos sabugalenses» por considerar que a Administração Central, ao reduzir tudo ao conceito de «per capita» tem produzido situações de menoridade cidadã aos portugueses que vivem em Concelhos como o nosso.
E explico.
A sacralização do «per capita» leva a que se calcule o número de agentes de segurança de acordo com a população abrangida, logo, se o Concelho do Sabugal tem X habitantes terá um número de agentes que resulta da divisão da população pelo tal índice «per capita».
Se esse índice for, por exemplo, 1500, então o Sabugal só terá direito a 8 agentes!
Este conceito aplica-se a todos os setores, desde a saúde à educação, à segurança social, à justiça, etc., com os resultados que todos conhecemos.
Ora a situação do interior nacional não pode, nunca, ser tratada com este método.
E se é assim em relação a todos os setores, tal ainda é mais grave quando se entra no campo da segurança.
As nossas aldeias com cada vez menos habitantes e mais idosos torna estes muito fragilizados e muito vulneráveis.
Do mesmo modo as habitações dos nossos emigrantes, fechadas, quase todo o ano, são um chamariz a potenciais assaltantes.
Pensar que um posto territorial da GNR no Sabugal e outro no Soito, com um reduzido número de efetivos e, quantas vezes, com dificuldades de mobilidade, são suficientes para um território com a dimensão do nosso Concelho é um erro enorme que, na prática, significa deixar ao abandono os sabugalenses e os seus bens.
Claro que sei que não pode haver um posto em cada freguesia, quanto mais em cada aldeia.
Mas penso que deveriam existir, pelo menos, mais 4 postos, um na raia, outro na linha Sabugal-Fóios, outro na parte sul do Concelho e ainda um na zona norte.
Seis postos com um efetivo adequado cada um e dotado de meios de mobilidade de qualidade seriam uma garantia de um melhor apoio às populações.
E esta é uma luta que não deveríamos deixar de ter, todos.

ps. O início, dia 2 de abril, das obras do novo quartel dos Bombeiros Voluntários do Sabugal é uma das boas novas que gosto de saber. Membro dos Corpos Sociais que elegeram como bandeira a construção de um novo quartel, sinto-a ainda com mais intensidade. Melhores instalações era o que os bombeiros necessitavam para servirem ainda melhor os sabugalenses.

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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