Notas soltas

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Notas Soltas – da Casa do Concelho ao sarampo…

Surto de sarampo – basta uma simples vacina para evitar a disseminação da doença

1. Da Casa do Concelho do Sabugal
Passados quase 15 dias dos novos corpos sociais, é possível notar já uma alteração significativa, sobretudo, no que diz respeito à sensação de que os sócios e os amigos acreditam que muito vai mudar e, espero, para melhor.
Esta crença levou a que quase 5 dezenas de sabugalenses se tivessem juntado no passado sábado num almoço convívio, onde para além da excelência da comida, se notou a vinda de muitos que, ou estavam afastados, ou chegam agora de novo.
Novas iniciativas se avizinham, mas não posso deixar de assinalar que se aproxima a passos largos a data da nossa Capeia, que, e para isso não regateando esforços, espero voltar aos tempos áureos de outros anos.
Ainda não vai ser no Campo Pequeno, mas para lá chegaremos, estou certo, em 2019…

2. Do sarampo
Há pouco mais de um mês fui contatado pela Unidade de Saúde familiar da Póvoa de Sta Iria, local onde nunca houvera entrado e na qual não tenho médico de família, porque tinham detetado (como não sei…) que não tinha a vacina do tétano em dia.
Marquei a data, ali me desloquei e dei a primeira dose da dita vacina.
Ninguém me perguntou se a queria dar ou não e eu, como bom cidadão, levei uma vacina que, neste caso, só me defende a mim.
Ora parece haver uma complacência de toda a gente para aqueles que recusam dar aos seus filhos uma vacina como a do sarampo que, não só servia de proteção própria, como de proteção de todos aqueles que com essas crianças convivem.
Quando vim estudar para Lisboa não podia matricular-me em cada ano, sem ter em dia as vacinas, nomeadamente, a da tuberculose.
Agora há um conjunto de cidadãos que não se importam de mandar os seus filhos, quais bombas-relógio, para as escolas sem as vacinas das doenças contagiosas.
E, pior ainda, há médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar que prestam os seus serviços em unidades de saúde pública sem estarem vacinados.
Como, por certo, se passará o mesmo nas escolas…
Como cidadão tenho o dever de não contribuir com os meus atos para espalhar uma doença para a qual, uma simples vacina, bastava.
Mas como cidadão tenho também o direito de exigir que a Administração Pública garanta que os seus agentes não sejam os veículos de disseminação dessas doenças.

ps. A atribuição pela Universidade da beira Interior do grau de Doutor Honoris Causa a Jesué Pinharanda Gomes, figura maior da cultura nacional e quadrazenho de nascimento e coração, enche-me, enquanto sabugalense, da maior satisfação e orgulho.
Parabéns senhor Professor Pinharanda Gomes!
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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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