A União Europeia e o crime organizado

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

A sociedade Liberal que impera na União Europeia, é a sociedade dos negócios e da economia, aquela que nos leva à despolitização, porque a política nesta sociedade transformou-se numa luta de interesses entre poderosos grupos económicos e também interesses do crime organizado!!!

Toto Riina - Capo da Mafia italiana - Capeia Arraiana

Toto Riina – Capo da Mafia italiana

Porque me refiro ao crime organizado? Porque um escritor italiano, Roberto Saviano, conhecedor dos meandros políticos e económicos de Itália escreveu o seguinte: «Houve tempo em que os membros da Mafia necessitavam os políticos para fazer contratos. Agora os políticos necessitam os mafiosos para obter votos.» Isto é um fenómeno simplesmente italiano? Claro que não querido leitor! Ainda há bem pouco tempo foram assassinados na Eslováquia um jornalista e a sua namorada, por aquele ter denunciado negócios menos claros entre o governo do seu país e a Mafia calabresa (Ndrangueta). Esta Ndrangueta exerce a sua actividade criminosa em 30 países, não é de excluir que entre esses 30 estejam países membros da União Europeia, além da Itália. E as coisas não são muito complicadas, a Ndrangueta entra com o dinheiro, o empresário investe e o politico facilita as coisas, no final todos ganham, do erário público… A Alemanha também é responsável pela anarquia existente em alguns países da Europa de Leste, porque a Mafia está presente na chamada «Commonwealth alemã» ou seja, nos países controlados pela Alemanha, e ela não quer, ou não pode combater essa potência do crime.

Se a política e o crime organizado são – companheiros – em alguns países da União Europeia, significa isto que já se atingiu a decadência total. Liberdade, Justiça e Democracia estão a perder, ou já perderam! O seu sentido natural, transformando-se no contrário daquilo que expressam. Considero tudo isto a degradação da Democracia.

Li numa revista, que os jornalistas eslovacos fizeram uma manifestação de repúdio ao assassinato do seu colega, com a palavra de ordem «Não podem matar-nos a todos» e vão continuar com a investigação que ele estava a fazer, entre o crime organizado «Mafia» e o governo.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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