A dança

Há quem defenda que a palavra dança deriva de Dan, nome de uma tribo de Israel. Essa tribo, quando o seu povo começou a venerar a idolatria (o bezerro de ouro), distinguiu-se pela exuberância dos chamados dançantes, ou seja, dos que com maior ardor se entregavam a essa crença.

A prática da dança é cultivada por diferentes povos em todo o mundo

Independentemente da origem da palavra, o certo é que a dança fez parte das manifestações festivas, religiosas e culturais de muitas civilizações. Povos dos vários continentes cultivaram o gosto pela dança, sendo considerada uma manifestação cultural honesta e recreativa.
No tempo do paganismo, a dança esteve em vouga, assim como na Idade Média, altura em que os próprios padres cristãos dançavam dentro das igrejas.
Mas nem sempre foi assim. Entre os romanos a dança estava banida e dançar era mesmo considerado um grave delito.
Sempronia, mulher de Junio Bruto, que gostava de dançar, foi posteriormente acusada pelo historiador romano Sallustio de ter um vício que nada convinha a uma mulher honesta.
Deiorato, rei dos galatas, foi acusado, na presença de Júlio César, de que tinha sido visto a dançar. Valeu-lhe Cícero, afamado orador, que o defendeu com todo o brilhantismo, dando à evidência que a acusação era falsa.
O senado romano absolveu ainda um nobre chamado Murena, que foi acusado por Catão de se dedicar à prática da dança, o que também se deveu à intervenção de um brilhante orador amigo do acusado.
Entre os primeiros cristãos, não foi menor o ódio à dança. Era comum considerarem-se loucos todos os dançantes e até se fugia deles, como se tal enfermidade fosse contagiosa.
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Por Paulo Leitão Batista

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