Megalópoles

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Segundo as Nações Unidas em 2030 viverá nas grandes megalópoles 75 por cento da população mundial!!! Quem está a canalizar, e a quem interessa que milhões e milhões de pessoas abandonem o interior dos seus países para se concentrarem nas grandes megalópoles? O Poder económico, as grandes empresas, as multinacionais, e os Estados com alguma da sua classe política.

Megalópoles - António Emídio - Capeia Arraiana

Megalópoles

O Interior não tem aeroportos para as mercadorias saírem rápido, e chegarem ainda mais rápido aos seus destinos, não tem grandes portos de mar para os grandes navios atracarem carregados de tudo o que é necessário, o Interior não tem os melhores e maiores escritórios de advogados para quando surgirem litígios entre empresas e o Estado. No Interior não está a tecnologia necessária, nem muitas vezes uma boa rede de comunicações que satisfaça. Sendo assim, se tudo se concentra no Litoral, obriga como é lógico, a que toda a gente parta para lá, principalmente os mais jovens.
A continuarmos assim, e com a facilidade de transportes, o Interior será um lugar para passar um fim de semana longe do mundanal ruído. Este artigo refere-se a todos os países que sofrem com a desertificação do seu Interior, não a nenhum em particular, o fenómeno é geral a nível mundial, só na Galiza, na nossa vizinha Espanha, já «encerraram» duas mil aldeias!.
Toda esta massificação das megalópoles conduz ao empobrecimento das relações interpessoais, as pessoas estão cada vez mais juntas, mas humanamente e espiritualmente mais afastadas, e quanto mais juntos e aos «encontrões» vivem os indivíduos e os grupos humanos, mais e maiores são os conflitos entre eles.

As cidades estão tão saturadas de gente, e de stress, que se fazem programas para elucidar os habitantes como hão-de viver nelas. Existe um programa que se chama CITTAS SLOW – ou seja, a arte de viver devagar nas grandes cidades…

A mim, ninguém me convence que a ser verdade que no ano de 2030 setenta e cinco por cento da população mundial viva em grandes cidades, não esteja por detrás de todo este abandono do interior, o poder económico e o poder político!

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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