Palmas para os campeões europeus de Futsal

Maria Rosa Afonso - Orelha - Capeia Arraiana

As seleções nacionais representam o país e, por isso, de algum modo, a todos nós. Quando ganham, se ouve o hino nacional e se vê hastear a bandeira, há uma emoção partilhada que nos enche de alegria e de autoestima. Foi o que a aconteceu, no dia 10 de fevereiro, quando a seleção de Futsal ganhou o campeonato da Europa.

Selecção Nacional de Futsal recebida pelo Presidente da República no Palácio de Belém - Capeia Arraiana

Selecção Nacional de Futsal recebida pelo Presidente da República no Palácio de Belém (Foto: D.R.)

Desta vez, parece que tudo se conjugou: trabalho, rigor, condições de treino, sorteio, decurso dos jogos…; mas, depois, há um ou outro jogador que falam de uma espécie de destino, a crença de que seriam campeões, fossem quais fossem as dificuldades. É bonita a crença, pela entrega e pela superação que supõe. Quando se acredita, mesmo que tudo pareça falhar, desistir nunca é opção; ao contrário, corre-se mais e mais e até ao último minuto. Ainda assim, prefiro sublinhar o que disse, em algum momento, o treinador: «Emoção, competição, objetivo: queríamos muito ser campeões», uma boa síntese do que deve ser o desporto federado.

Foram recebidos em festa no aeroporto e homenageados, logo de seguida, no Palácio de Belém, pelos mais altos representantes da nação e pelos governantes que tutelam a área do desporto. Nos discursos, o capitão da equipa disse que tinham «tocado o céu»; o presidente da federação falou da estratégia e dos objetivos para o Futsal; o ministro da educação referiu a relevância do acontecido, para eles, para o desporto e para o país; o Presidente da Assembleia da República referiu que já não falhamos nos momentos cruciais; e finalmente o Presidente da República vincou a ideia de que estavam ali, na situação de campeões, «porque são bons, muito bons, geniais», colocando o feito no patamar do mérito.

Patamar, onde deve estar. Mereceram ganhar. Foi justa a homenagem e é justa a condecoração que lhes vai ser atribuída. Serem campeões da Europa não é coisa pouca.

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«Rostos e Contextos», crónica de Maria Rosa Afonso

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