Os bens da igreja de Aldeia da Ponte

:: :: ALDEIA DA PONTE :: :: O arrolamento dos bens da igreja e capelas da freguesia de Aldeia da Ponte, no concelho do Sabugal, foi coligido pela comissão concelhia de inventário em 17 de Abril de 1912. Transcrevemos, na íntegra, os documentos existentes no respectivo processo.

Igreja de Aldeia da Ponte

Aos dezassete dias do mês de abril de mil novecentos e doze, nesta freguesia de Aldeia da Ponte e no edifício da igreja paroquial denominada de Santa Maria Madalena, onde compareceram os cidadãos Alfredo José de Carvalho, representante do Administrador deste Concelho, e bem assim, o cidadão João Carriço, indicado previamente pela Câmara Municipal, comigo Filipe José Serra, delegado do Secretário de Finanças e da Comissão Concelhia de Inventários, para os fins consignados no artigo 62º da Lei da Separação das Igrejas do Estado, e assim principiamos o arrolamento e inventário da forma seguinte:

Bens imóveis
Uma igreja denominada de Santa Maria Madalena, situada na rua do Sagrado, a qual se compõe de sacristia, torre com quatro sinos, capela mor e quatro laterais, átrio e relógio paroquial.
Uma capela denominada de Santa Bárbara no sítio do mesmo nome, com a respectiva imagem.
Uma capela denominada de São Brás, no sítio do mesmo nome, com a respectiva imagem.
Uma capela denomina de São Sebastião, no sítio do mesmo nome, com a respectiva imagem.
Uma capela denominada de Santo Cristo, no sítio das Eiras, com a respectiva imagem.
Uma capela denominada das Almas, no sítio do mesmo nome.
Uma capela denominada de Santo António, do sítio do mesmo nome, com a respectiva imagem.
Uma capela denominada de Santa Catarina, no sítio do mesmo nome, com a respectiva imagem.

Bens móveis
Imagens, alfaias e paramentos pertencentes à igreja paroquial.

Imagens de:
Santa Maria Madalena – orago da igreja.
Coração de Maria.
Senhora de Lourdes.
Senhora do Carmo.
Coração de Jesus.
S. José.
Senhora do Rosário.
S. João.
S. Pedro.
Senhor dos Passos.
Senhora das Dores.

Uma custódia de prata.
Um vaso sacramental pequeno.
Dois cálices de prata.
Dois pálios de damasco, usados.
Um guião de damasco, usado.
Uma umbela, usada.
Três ternos de diversas cores, usados.
Oito casulas de diversas cores, usadas.
Dois véus de ombros, usados.
Três capas de damasceno, usadas.
Cinco alvas, usadas.
Três missais, usados.
Duas mesas de corporais com suas bolsas.
Duas banquetas usadas.
Três cruzes de madeira.
Doze opas vermelhas, usadas.
Oito lanternas de lata, usadas.
Um turíbulo e naveta de metal.
Uma caldeirinha para água benta.
Um para de galhetas de estanho.
Cinco andores de madeira.
Dois frontais.
Uma campainha.
Duas lâmpadas de metal.
Não havendo passal, e não havendo outros bens a inventariar, se conclui este auto, ficando tudo entregue ao presidente da comissão paroquial da referida freguesia, que vai assinar com os representantes do Administrador do Concelho e do Secretário de Finanças, mencionados no princípio deste auto.

Fonte:
Arquivo e Biblioteca Digital da Secretaria Geral do Ministério das Finanças (Fundo: Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais)

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«Arrolamento das Igrejas», por Paulo Leitão Batista

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