O arrolamento dos bens da Igreja

Pela mão do nosso conterrâneo António José Marques chegaram-nos os arrolamentos e inventários dos bens da Igreja Católica nas diversas freguesias do concelho do Sabugal, efectuados na sequência da entrada em vigor da Lei da Separação das Igrejas do Estado, de 20 de Abril de 1911.

Afonso Costa assina a Lei da Separação

Iniciamos uma nova coluna, chamada «Arrolamento das igrejas», que é a simplificação de algo que, para melhor compreensão, deveria designar-se: arrolamento e inventário dos bens móveis e imóveis das igrejas e capelas do concelho do Sabugal.
Essas relações chegaram-nos, como acima se disse, pelo casteleirense António José Marques, que as descobriu no arquivo digital do Ministério das Finanças e as coligiu da forma como ali estavam, ou seja, em imagens dos livros de arrolamento.
Da nossa parte houve que copiar e digitar o rol, de modo a estar em condições de ser oferecido ao público interessado em conhecer os bens que detinham as nossas igrejas e abadias logo após a implantação da República e a evolução desses bens no decurso do segundo quartel do século XX.
No concelho do Sabugal o primeiro arrolamento foi realizado na sede do concelho, em 29 de Junho de 1911, sendo os últimos os das freguesias de Aldeia da Ponte e Alfaiates, realizados em 17 de Abril de 1912.
A maior parte das contagens aconteceram já no ano 1912, no decurso dos meses de Março e Abril. No ano 1911, em que a lei foi aprovada, realizaram-se apenas oito arrolamentos, cinco dos quais no dia 5 de Agosto.
Antes porém de iniciarmos a publicação dos arrolamentos, freguesia a freguesia, publicaremos alguns textos de enquadramento histórico. Importa explicar em que contexto surgiu a Lei da Separação das Igrejas do Estado, o essencial que essa lei continha, assim como as reações e os conflitos que a mesma lei gerou.
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«Arrolamento das Igrejas», por Paulo Leitão Batista

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