Os doces conventuais

Os doces conventuais estão na moda. Multiplicaram-se aliás os pastéis cujas receitas originais se diz terem provindo dos segredos guardados durante séculos em mosteiros e conventos de todo o país.

Doces conventuais

Recuperamos uma listagem, datada de 1951, contendo os conventos a que estavam associados doces de paladar divinal, muitos dos quais mantêm hoje viva reputação.
O convento de Santa Clara, no Porto, tinha fama pelos pastéis.
O convento de S. Bento da Avé-Maria, primava pelo belo toucinho do céu.
O convento de Arouca, notabilizou-se pelas morcelas doces.
O convento de Santa Marta, de Lisboa, pelas boroas.
O de Chelas, em Lisboa, pelos pastéis de manjar branco.
O das Grilas, ao Beato, em Lisboa, pelos bolos secos.
O de Marvila, de Lisboa, pelos pastéis de nata.
O das Bernardas, de Tavira, pelo caramelo.
O de Lagoa, pelos beijinhos esquecidos.
O de Santana, de Lisboa, pelas raivas e ferraduras.
O das Mónicas, em Lisboa, pelo caramelo.
O de Carnide, de Lisboa, pelos bolos folhados.
O das Flamengas, de Lisboa, pelos rebuçados de ovos.
O das Albertas, de Lisboa, pelo arroz doce.
O da Esperança, de Lisboa, pelos queijinhos de espécie.
O de Odivelas, pela marmelada em quadrados, manjar real, manjar branco, suspiros esquecidos e bolo podre.
O de Santa Iria, em Tomar, pelos ovos reais, trouxas e fios de ovos.
O de Chaves, pelos doces de pêssego e melão, azeitonas doces, tortas de amêndoa e também pastelão de carne.
Os frades Marianos, de Lisboa, faziam também especialíssimo arroz doce.
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(por Paulo Leitão Batista)

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